segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Ebooks: As Crónicas de Dedessus - O Demónio de Wharrom Percy

Aqui está um conto para quem gosta de caçadores de demónios.


Autor: Pedro Pereira
Sinopse: As chuvas de Dezembro caíam com grande intensidade na escuridão da noite. Montado no dorso do seu garanhão negro, William tentava proteger-se da chuva com o seu manto preto, o que lhe conferia um ar sinistro na escuridão da noite. Há muito que perdera a conta às horas que cavalgava.


O início da história é um pouco arrastado. Teria sido mais interessante se o autor tivesse saltado logo para o conflito. Não há muito a dizer sobre as descrições: não se destacam. Gostaria de saber um pouco mais sobre os sentimentos (ou falta deles) da personagem principal. A trama mantém a tensão, embora seja um nada previsível. Gostei das cenas de acção. Em suma, um conto escrito de forma competente que poderia melhorar com uma revisão mais cuidada.
Recomendo a quem quiser conhecer um pouco melhor a obra deste autor.

Classificação: 3 estrelas

domingo, 4 de setembro de 2016

Chá de Domingo #90: Retrospectiva - Parte 3

Recordar é viver, e por isso aqui vai outra retrospectiva de todos os artigos da rubrica Chá de Domingo. Nem acredito que já cheguei às 90!


A irmã mais velha desta aqui. Noto uma grande diferença entre os temas que abordava no início em relação aos mais recentes.

Este artigo responde à pergunta: o que é que um editor procura num manuscrito?

Este artigo sumaria e dá exemplos dos arquétipos mais comuns na ficção.

53 - Não-Ficção
Um artigo interessante para quem pensa apostar neste vertente literária.

54 - Mais Pseudo-Editoras
A minha saga para separar o trigo do joio continua. A quantidade e complexidade deste tipo de esquemas não cansa de me surpreender.

55 - Retrospectiva - Parte 2
E se comecei com a irmã mais velha, esta é a irmã do meio. Noto que me foquei mais em recursos para os escritores e que a minha abordagem é bastante semelhante à minha actual.

Há padrões interessantes dos livros que temos na nossa mesa de cabeceira.

Nem acredito que já passou quase um ano deste que escrevi isto. Só para me lembrar que o próximo Nanowrimo já está à porta.

O balanço de um desafio bem-sucedido, como espero que seja o deste ano.

Apresento-vos este extraordinário projecto nacional.

Outro projecto nacional que vale a pena seguir

O concelho de Vagos criou um livro com todos os escritores conhecidos que lá nasceram, viveram ou escreveram sobre a terra.

O ano de 2015 foi bastante agitado para mim, a prova disso é este artigo.

Depois do balanço, chega a altura de delinear projectos. Nesta altura do ano posso dizer que alguns deles já foram ou estão muito perto de ser cumpridos, contudo, há alguns que me parecem impossíveis. Há também algumas mudanças de planos.

64 - Saltei este número. Repeti o número 36 e decidi saltar o número 63, mas acabei por saltar o número 64. Haja quem entenda isto!

Um artigo que ainda continua actual, apesar de já ter sido escrito há quase um ano.

Este artigo contem algumas dicas que permitem melhorar os diálogos.

A escrita de contos é uma arte mais complexa do que muitos imaginam. Com esta série de artigos procuro desmitificar e simplificar o processo.

Este artigo foca-se na estrutura e no primeiro parágrafo de um conto. Contem ligações para outros artigos relevantes.

Neste artigo abordo as personagens, o cenário, os pontos de vista e o que não fazer num conto.

Neste artigo falo do conflito, do ponto sem retorno e da resolução de um conto.

O pesadelo de qualquer escritor e como lidar com ele.

Seis dos erros mais comuns cometidos pelos escritores e como ultrapassá-los.

E já andava há algum tempo sem falar numa pseudo-editora, por isso...

Devo dizer que vejo bastantes erros destes sempre que olho para manuscritos não editados.

O relato da minha experiência como professor de português como língua estrangeira.


E assim termina outra viagem ao baú! Qual destes artigos vos foi mais relevante ou teve mais impacto?

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Livros: Gone Girl

Um romance que me deixou pregado até à última página.



Autora: Gillian Flynn
Sinopse: On a warm summer morning in North Carthage, Missouri, it is Nick and Amy Dunne’s fifth wedding anniversary. Presents are being wrapped and reservations are being made when Nick’s clever and beautiful wife disappears. Husband-of-the-Year Nick isn’t doing himself any favors with cringe-worthy daydreams about the slope and shape of his wife’s head, but passages from Amy's diary reveal the alpha-girl perfectionist could have put anyone dangerously on edge. Under mounting pressure from the police and the media—as well as Amy’s fiercely doting parents—the town golden boy parades an endless series of lies, deceits, and inappropriate behavior. Nick is oddly evasive, and he’s definitely bitter—but is he really a killer?


Desde o primeiro momento que odiamos uma personagem em detrimento da outra, mesmo assim, não conseguimos impedir de torcer por ela. As descrições estão bem conseguidas e ajudam a criar o ambiente de tensão. Aliás, desde o primeiro momento que sentimos um nervoso miudinho para saber o que vai acontecer a seguir. As reviravoltas foram bem conseguidas sem caírem do céu, embora algumas seja previsíveis, nem todas o são. Esse sentimento acompanha-nos através das páginas do livro até ao desenlace que não era bem o que esperava. As últimas páginas podem ser um pouco anti climáticas e a meu ver é o único defeito do livro. A profundidade psicológica das personagens é comparável a uma pessoa real, tendo falhas e pensamentos verosímeis.
Recomendo vivamente a quem gostar de trillers psicológicos.

Classificação: 4 estrelas

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

Ebooks: Cândida

Uma abordagem diferente a uma história de vampiros.


Autora: Inês Montenegro
Sinopse: A descoberta do ser em que a mulher se tornara fora apenas o começo do medo para Fausto. E, ainda que a sua própria vivência fosse um detalhe nos acontecimentos gerais, não havia maneira de se afastar do clamor de Cândida: tão aliciante quanto temeroso.


Gostei da ambientarão do livro: um cenário pós-apocalíptico conjugado com uma história de vampiros. O facto da autora se ter focado numa única personagem e de ter explorado bem a tensão e o conflito torna a história muito mais interessante. As descrições não se notam mas também não se dá pela falta. A trama mantém o leitor preso às páginas, crescendo a um ritmo constante. O único senão foi o ligeiro despejar de informação na primeira e segunda parte. Em suma, uma boa ideia executada de um modo competente.
Recomendo vivamente a quem quiser conhecer uma promissora autora portuguesa.

Classificação: 4 estrelas

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Ebooks: A Senhora dos Dragões - Inverno

Aqui está um conto 100% nacional para quem gosta de dragões.


Autora: Liliana Novais
Sinopse: Haviam passado semanas desde a última vez que conseguira caçar uma presa de grande porte. Teriam de caçar algo em breve, senão iriam morrer à fome.


A maior falha deste conto é o facto de ser apenas uma parte de algo maior e têm dificuldade em aguentar-se sozinho. A personagem principal está bem escolhida. Uma revisão cuidada ajudaria este texto a ficar melhor. 
Recomendo a quem quiser conhecer um pouco mais da obra desta autora.

Classificação: 2 estrelas

domingo, 28 de agosto de 2016

Chá de Domingo #89: O que é o Cyberpunk? - Parte 3/3

A primeira parte deste artigo falou sobre o origem do cyberpunk, a segunda sobre a sua definição.


Variantes do Cyberpunk
O biopunk é um sub-género do cyberpunk que se foca mais em tecnologia biológicas como por exemplo a modificação genética. Exemplos deste subgénero são Gattaca e Dark Angel. Podem ser considerados cyberpunk apesar de não terem um foco no ciberespaço nem aspectos cybernéticos, seguem a máxima high tech, low life. É apenas uma apresentação diferente das mesmas ideias.

O nanopunk é semelhante ao biopunk, embora se manifeste no uso de nanites e outras nanotecnologias. Ainda está na sua infância em relação às outras variantes. O género mostra uma grande preocupação com a vertente artística e psicológica. Generator Rex e Transcendence são exemplos de nanopunk.

O pós-cyberpunk é uma reacção moderna às visões e estilo antiquados dos anos 80. O pós-cyberpunk tem tendência a focar-se no transhumanismo, viagens espaciais tecnologias emergentes que não eram sequer imaginadas nos anos 80. Exemplos disso são Daemon, The Diamond Age e Holy Fire

Ser Cyberpunk
Um cyberpunk tem atitude. É uma atitude social e culturalmente consciente, tal como a ficção que lhes dá o nome. Questionam tudo e todos, decidindo por eles mesmos o que é verdade. Este caminho cria muitas perspectivas e opiniões sobre o mundo, mas a diversidade é a chave para uma população equilibrada. Um cyberpunk sabe que o sistema nunca está a teu favor e que há sempre quem te queira espezinhar. Um cyberpunk sabe como hacker um sistema, por isso não importa muito essa desigualdade. Não se metam com um cyberpunk.

Um cyberpunk tem estilo, embora este não seja homogéneo: pode ser prático (Mil-Tec) ou vistoso (Cybergoth). Os estilos variam bastante e reflectem uma interpretação pessoal. Há temas recorrentes como o punk tradicional, inspirados no Blade Runner, no Matrix e CPUs.

Quando é o Cyberpunk?
O Cyberpunk é agora. Muitas das coisas previstas pelo cyberpunk estão a tornar-se realidade hoje. Melhoramentos nas próteses e interfaces entre o cérebro e computador resultaram em próteses controladas por computador, uma das características base do cyberpunk. Cada vez mais as corporações dominam a política global e influenciam a cultura criando as condições propícias à subversão. Os pobres estão a ficar mais pobres e os ricos mais ricos, aumentando o hiato cada vez mais. O ciberespaço está a fundir-se com o mundo real: a Internet of Things, smathphones, social media, realidade virtual e realidade aumentada são exemplos disso. Hackers conseguiram dar lições de humildade a gangs, corporações, governos e outras pessoas. Bem-vindos à idade do cyberpunk.

O cyberpunk já se espalhou por todos os media, criando uma subcultura que transcende o simples género literário. Existem filmes, livros, séries televisivas, música, banda desenha e outras artes, um pouco por todo o lado. Só é preciso olhar. O cyberpunk influenciou a moda, filosofia e arquitectura. Tornou-se muito mais do que aquilo que era quando começou. E continuará a evoluir e a ficar mais relevante, à medida que transitamos de cyberpunk actual para o cyberpunk do futuro. 

O cyberpunk é agora por Khultar.

Artigo traduzido e adaptado a partir daqui.

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Ebooks: História de um Mal

Todos os males tem uma história!


Autora: Inês Montenegro
Sinopse: Um bichanou a outro, que cochichou a outro, que segredou a outro. “Já sabes?” E um mal nasceu.


Gostei bastante da ideia do conto, embora não tenha gostado da execução. Não há ligação com a personagens, nem sequer com o protagonista. Não há grande desenvolvimento da trama e a autora acaba essencialmente contar sem mostrar. Necessitava de uma abordagem diferente.
Recomendo a quem se quiser inteirar com um conceito novo!

Classificação: 2 estrelas