quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Livros: Danças

Nesta colecção nota-se uma clara tendência para o terror.


Autora: Júlia Pinheiro
Sinopse: Nº 7 da "Colecção Barbante" pela Imaginauta


Temos aqui outra ideia interessante que gostei bastante e que está bem explorada. No entanto, a execução não foi a melhor: o texto parece demasiado morto e não procura ligar-se ao autor.
Recomendo a quem quiser conhecer novos escritores.

Classificação: 3 estrelas


segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Livros: Algures em 2045

Como é que será o mundo em 2045?


Autor: Fábio Carvalho
Sinopse: Nº 6 da "Colecção Barbante" pela Imaginauta.


Há uma ideia interessante por detrás do conto, mas a execução não foi das melhores. Falta empatia com a personagem principal e a narrativa tem um tom muito morno. Teria sido interessante criar mais tensão.
Recomendo a quem quiser descobrir autores portugueses.

Classificação: 3 estrelas

domingo, 14 de agosto de 2016

Chá de Domingo #87: O Que é o Solarpunk? - Parte 1/2

Hoje vou falar-vos um pouco so Solarpunk.


A definição do wikipédia diz-nos que é um movimento de ficção especulativa eco-futurista. Assume um futuro em que escassez e a hierarquia são erradicadas e a humanidade é reintegrada com a natureza. Para além disso, toda a tecnologia é usada para efeitos ecológicos e humanos. O subgénero incluí a estética, arte e literatura. Surgiu após o ciberpunk em conjuntos com as suas variantes: biopunk e steampunk.

Significado do Nome
O prefixo solar surge a partir da ideia de energia verde, mais especificamente a solar, assim como fotossíntese, plantas e vegetação em geral. O prefixo é também um compromisso de uma utopia acessível e igualmente repartida por toda a humanidade, assim como todas as outras formas de vida, assim como a luz solar é para todos e não pode ser privatizada nem tornada numa mercadoria por corporações. O sufixo punk refere-se aos elementos de contra-cultura, uma revolta contra a estrutura contemporânea, governos corruptos e corporações que poluem e ignoram os problemas ambientais.


Origem
O solarpunk teve a sua origem na preocupação com problemas ambientais, nomeadamente o aquecimento global, estando fortemente ligado ao eco-activismo. Os temas recorrentes e que influenciam cada aspecto desta subcultura são sustentabilidade, energias renováveis, política verde e todas as que estão associadas a estes. Vai buscar inspiração a vários conceitos contemporâneos como cidades em transição, justiça climática e ecologia social assim como de campos mais alargados como resiliência e economia ecológica. Em termos políticos, inclina-se para uma esquerda anti-autoritária, nomeadamente para o anarquismo social: democracia directa, economia cooperativa, descentralização, oposição à hierarquia e união na diferença. Em termos económicos, descarta o capitalismo de mercado e socialismo estatal em favor duma economia comum descentralizada e equalitária. Baseando-se em empresas cooperativa geridas de modo democrático, gestão comum e local dos recursos, automatização do trabalho através de tecnologias ecológicas, percepção da economia como uma parte da ecologia, ajuste da produção com o consumo e a mudança do objectivo da economia do lucro e crescimento para um aumento do bem estar psicológico, biológico e social das pessoas e do planeta.

Esteticamente, tem grandes influências no design natural, faça você mesmo e fibras naturais. Em particular, há uma tendência para as linhas suaves e de inspiração natural da arte Nouveau. Também há inspirações Vitorianas e Eduardianas, Afrofuturismo e arte do médio oriente, em particular como moda. A maioria coloca o ênfase estético e arquitectural nas comunidades intencionais e na arte utilitária.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Livros: Deus à Presidência

E se Deus se tornasse presidente?


Autora: Aldenor Pimentel
Sinopse: Nº 5 da "Colecção Barbante" pela Imaginauta


Gostei da ideia, apesar de execução não ter sido a melhor. Atendendo ao formato, não creio que a autora pudesse ter transformado o contar em mostrar. Esta ideia merecia um conto mais elaborado.
Recomendo a quem quiser conhecer mais autores lusófonos.

Classificação: 3 estrelas

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Livros: De Onde Veio a Máscara?

Esta colecção trouxe um novo fôlego à ficção especulativa portuguesa.


Autor: Rui Bastos
Sinopse: Nº 4 da "Colecção Barbante" pela Imaginauta.


Estou dividido em relação a este conto. A ideia é simples e tem bastante potencial, mas não me parece ter sido aproveitada da melhor maneira. Falta talvez empatia com a personagem principal ou algo que nos ligue a situação.
Recomendo a quem quiser conhecer um promissor escritor português.

Classificação: 3 estrelas

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Livros: A Criatura do Travesseiro

Não há duas sem três!


Autor: Duda Falcão
Sinopse: Nº 3 da "Colecção Barbante" pela Imaginauta


Apesar de o autor conseguir prender o leitor, falta criar empatia com as personagens. Seria uma óptima maneira de aumentar o efeito da narrativa.
Recomendo a quem quiser conhecer novos escritores.

Classificação: 3 estrelas

domingo, 7 de agosto de 2016

Chá de Domingo #86: Balanço do Camp Nanowrimo de Julho de 2016

O Camp Nanowrimo de Julho acabou há uma semana. Agora que as coisas acalmaram, é hora de fazer o balanço.


Desta feita, meti na cabeça terminar O Jarro de Porcelana, rever As Nuvens de Hamburgo e ainda escrever uns 7 contos. O primeiro dia foi passado a entrar e sair de aviões, conseguindo completar um conto. O segundo dia foi menos produtivo, mas fiquei no ponto exacto em que não há atraso nem adiantamento. No terceiro dia continuei a cumprir o plano, a faltar apenas 7 capítulos para terminar o Jarro de Porcelana. No dia seguinte decidi fazer uma pausa e começar a escrever um conto que previa ter três partes com mil palavras cada mas que acabou por ter cinco. O quinto dia foi dedicado ao Jarro de Porcelana, completando mais um capítulo, no dia seguinte repeti a proeza. O sétimo dia tornou-se no dia mais produtivo do desafio, com 1892 palavras: completei dois capítulos e terminei a segunda parte do conto. O oitavo ganhou o estatuto de menos produtivo com 83 palavras. No nono dia escrevi dois capítulos e comecei o último do livro. Para além disso, ultrapassou o sétimo dia em produtividade, com um total de 2059 palavras. Ao décimo dia terminei o primeiro rascunho do Jarro de Porcelana, cumprindo assim um dos objectivos traçados.


No décimo primeiro dia iniciei a reescrita das Nuvens de Hamburgo, tornando-o o dia mais produtivo com 2511 palavras. No dia seguinte terminei dois capítulos, ficando com um total de três. Embora tenha terminado outro capítulo, o décimo terceiro dia ficou marcado pela proposta de capa avançada pela minha esposa. O dia seguinte protagonizou a publicação mais acedida de todo o desafio e uma capa melhorada que podem ver abaixo. No décimo quinto dia terminei o sexto capítulo. Foi a primeira vez que cheguei a meio do desafio sem atrasos nem adiantamentos.


O décimo sexto dia da jornada passei-o a escrever o sétimo capítulo de raiz, ao contrário do que aconteceu com os anteriores. E passou mais um dia e escrevi mais um capítulo. O nono capítulo e a reviravolta foram atingidos do décimo oitavo dia. E outro dia, outro capítulo. Por motivos profissionais, o vigésimo dia foi muito menos produtivo.


O vigésimo primeiro dia trouxe ainda mais atraso. No dia seguinte, apesar de não ter escrito muito, terminei o capítulo 11 e a terceira parte do conto. O vigésimo terceiro dia tornou-se o dia com maior produtividade com 2567 palavras, com as duas partes que faltavam ao conto e ainda uma porção do capítulo 12. Três capítulos foi o que terminei a 24 de Julho. O vigésimo quinto roubou o título de dia mais produtivo com 2797 palavras, o completado do capítulo 15 e atingindo o Ponto sem Retorno. O Momento de Desespero chegou no vigésimo sexto dia com o décimo sexto capítulo. Apesar do cansaço: mais um dia e mais um capítulo. O vigésimo oitavo dia foi o dia oficial de carência. Ao invés continuar o 19º capítulo, passei grande parte do dia vinte e nove a escrever um artigo de não-ficção que sairá em breve numa pequena revista. Foi só no trigésimo dia que completei o décimo nono capítulo. O último capítulo das Nuvens de Hamburgo foi escrito no último dia do desafio.

O meu desempenho foi suficiente para conseguir o crachá de vencedor. O terminar do primeiro rascunho do Jarro de Porcelana e a reescrita das Nuvens de Hamburgo eram as minhas prioridades. Apenas não cumpri um dos três objectivos que tinha traçado: escrita de 7 contos - acabei por me ficar pelos 2 e mais um artigo. Foi o Camp Nanowrimo mais regular de sempre! Podem ler o diário completo do desafio aqui. Cá vos espero em Novembro!