sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Livros: The Girl Who Kicked the Hornet's Nest

O encerrar desta trilogia não desiludiu.


Autor: Stieg Larsson
Sinopse: We could expect it: the Lisbeth Salander is not dead, but a bullet to the brain makes your life hangs by a thread. While it remains isolated in a hospital room under police surveillance, will share the corridor with his worst enemies: the Alexander Zalaixenko is Zala.
In Mikael Blomkvist, meanwhile, is about to publish one of his fearsome newspaper articles, which shake the Swedish society and questioned the credibility of the system security and justice in the country. And who will be in Mikael reveal the perverse connection that kept these estates with the heroine who, despite their wounds, get to use your hacking skills to get out of a trap of unimaginable dimensions.


Assim que terminei o volume anterior, comecei neste. Este volume parece ter menos momentos parados que floresciam nos dois primeiros, o que é determinante na minha apreciação do livro. As questões que foram levantadas nos outros livros necessitavam de ser respondidas e foram-no, com muita competência e nada rebuscado. As personagens têm vida própria com se existissem realmente. A trama foi criada de um modo brilhante, cheio de detalhes, que no final ata todas as pontas sem desapontar. O crescendo faz-nos crescer um nervoso miudinho que para ser aplacado nos obriga a virar página após página. As descrições fazem-nos imergir na Escandinávia contemporânea e real. De todos, este foi o meu favorito. Só tenho pena que o escritor tenha falecido sem deixar mais policiais destes.
Recomendo vivamente esta antologia a quem gosta do género e a quem pondera experimentar!

Classificação: 5 estrelas

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Livros: The Girl Who Played With Fire

Este livro andou por uma data de países atrás de mim até ter tempo de o ler. O que aconteceu assim que terminei o seu antecessor.


Autor: Stieg Larsson
Sinopse: Part blistering espionage thriller, part riveting police procedural, and part piercing exposé on social injustice, The Girl Who Played with Fire is a masterful, endlessly satisfying novel.
Mikael Blomkvist, crusading publisher of the magazine Millennium, has decided to run a story that will expose an extensive sex trafficking operation. On the eve of its publication, the two reporters responsible for the article are murdered, and the fingerprints found on the murder weapon belong to his friend, the troubled genius hacker Lisbeth Salander. Blomkvist, convinced of Salander’s innocence, plunges into an investigation. Meanwhile, Salander herself is drawn into a murderous game of cat and mouse, which forces her to face her dark past.


Este livro pega a história alguns meses depois do anterior, embora haja grandes relações com a intriga deste, ou seja, é possível de se ler sem ter lido o anterior. Todavia, não aconselho! Neste volume descobrimos mais sobre as personagens. A autor consegue revelar novas facetas que nos surpreendem. O passado delas não é como julgámos e as surpresas sucedem-se como um novelo enrolado sobre si mesmo, altamente complexo e cativante. A narrativa tem um andamento fluido que vai crescendo à medida que a história avança. Por cada pergunta que se responde, há sempre mais uma ou duas que se colocam, motivando o leitor a quase querer saltar as páginas. No entanto, apesar do tamanho do livro, o autor teve muito cuidado com os detalhes. Mais uma vez, como único ponto menos positivo, o autor perdeu-se com certas descrições que não adicionam muito à história. Eu não gosto de texto só para encher páginas. Em suma, gostei bastante deste livro e mal posso esperar para ler o próximo.
Recomendo a quem procure um bom policial!

Classificação: 4 estrelas

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Livros: The Girl with the Dragon Tattoo

Esta trilogia atraiu a minha atenção depois de ir ver o filme ao cinema, no entanto, esperei quase três anos antes de ler os livros.
 

Autor: Stieg Larsson
Sinopse: A murder mystery, family saga, love story, and a tale of financial intrigue wrapped into one satisfyingly complex and entertainingly atmospheric novel.Harriet Vanger, scion of one of Sweden's wealthiest families, disappeared over forty years ago. All these years later, her aged uncle continues to seek the truth. He hires Mikael Blomkvist, a crusading journalist recently trapped by a libel conviction, to investigate. He is aided by the pieced and tattooed punk prodigy Lisbeth Salander. Together they tap into a vein of unfathomable iniquity and astonishing corruption.


As personagens são tão realistas como se existissem realmente. A complexidade que lhes é dada pelo autor é verdadeiramente espectacular. Reagem, pensam, sentem como esperamos e como não esperamos. O facto de já ter ido ver ao cinema, fez com que a trama já não me surpreendesse tanto, no entanto, não acho que fosse previsível. O momento da narrativa mantém-se e vai crescendo com o aproximar do final, fazendo que queiramos virar as páginas cada vez mais depressa. Infelizmente, o autor usa e abusa de descrições acessórias sobre o que o protagonista come e deixa de comer, o que se torna um tanto enfadonho. Creio que esse é o ponto menos positivo do livro. As descrições dos locais e das acções estão bem conseguidos. Gostei do livro e irei, sem dúvida, ler os seguintes.
Recomendo a todos os que gostarem de um bom policial.

Classificação: 4 estrelas

domingo, 31 de janeiro de 2016

Chá de Domingo #68: Escrever um Conto - Parte 2

Hoje vamos continuar com as orientações para construir um conto. Podem ler a primeira parte do artigo aqui.


Depois de tratarmos do esqueleto do conto, está na altura de lhe darmos, substância, isto é, de preenchermos o esqueleto com descrições e acções que conduzam a história.

Um exercício interessante
Antes de começar a escrever, depois de termos respondido às questões, um bom exercício para os que se estão a iniciar é ir ler contos dos seus autores favoritos. O objectivo é ver como é que pegaram na ideia central e a desenvolveram. De notar que um bom escritor não se limita a mostrar sentimentos, causa-os no leitor (não digam a ninguém, mas este é o grande segredo de se ser escritor).

Recomendo: Mia Couto, Earnest Hemingway, Ray Bradbury, Alice Munro e Anton Chekov e George RR Martin.


Estrutura
É necessário planear a estrutura do nosso conto. Já escrevi vários artigos sobre o assunto:
Com a resposta às perguntas que coloquei no artigo anterior, não é complicado desenvolver a estrutura do contos.

Agora que fizemos o trabalho de casa, está na hora de finalmente começarmos o escrever.

Primeiro Parágrafo
Quer queiramos ou não, todos julgamos os livros pela capa. No caso dos editores do vosso contos, ou os vosso leitores, eles irão julgar-vos pelas primeira linhas. Logo, o primeiro parágrafo é fundamental.

As primeiras linhas tem de providenciar uma espécie de isco. é necessário dar informações que indiquem ao leitor que tipo de história se trata e quem é protagonista, ao mesmo tempo que introduzem uma situação suficientemente interessante para que o leitor queria pegar na história. Para além disso, não queremos que o parágrafo seja demasiado longo. Parece complicado? é complicado, é normal os escritores (tanto iniciantes como os de renome) passarem horas e horas à volta das primeiras frases das histórias.

Vamos pegar nalguns exemplos:

"Ouvi o meu vizinho através do parede."
Corriqueiro e desinteressante. Podemos fazer melhor.

"O vizinho das traseiras praticava a terapia dos gritos todas a manhãs no chuveiro."
Esta frases chama mais à atenção do leitor. Quem é o este sujeito que vqai gritar todos os dias para o chuveiro? Porque é que ele faz isso? O que é, realmente, a terapia dos gritos? Vamos continuar a ler!

"A primeira vez que ouvi, fiquei na casa de banho com o ouvido encostado à parede durante uns bons dez minutos, ponderando a possibilidade de chamar a Polícia. Era muito diferente de viver na casa germinada com o casal de meia idade Sr e Sra Brown e os seus dois filhos em Duluth."

Este parágrafo introduz o conflito do protagonista, enquanto ele não sabe como agir, existe um contraste entre o passado e o presente. Podem ler mais sobre criar/manter conflito aqui.

No próximo artigo, que podem encontrar aqui, iremos continuar a preencher a história, até completarmos o nosso conto.


Parte do artigo foi traduzido e adaptado a partir desta ligação.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Ebooks: O Cálice de Prata

Este conto é uma viagem fantástica à idade Média.



Autora: Sara Farinha
Sinopse: Quando o cavaleiro André Beaumont montou o seu cavalo e encetou aquela viagem ia crente no que sabia sobre si e o mundo. Um estranho encontro muda tudo forçando André a enfrentar o seu lado ímpio e as consequências dos seus actos. Será capaz de emendar os seus erros? Ou o perdão nunca lhe estará destinado?


Esta história beneficiaria de um início mais vocacionado para o conflito que lhe serve de mote. Gostaria de ver a personagem principal a ser mais bem explorada. A ambiente medieval foi bem descrito e a ideia base é muito boa. A trama desenvolve-se a um bom ritmo, tendo alguns momentos menos previsíveis, em especial no final. As descrições foram feitas de um modo competente. Em resumo, um conto que entretem bastante, apesar das falhas apontadas.
Recomendo a quem queria conhecer o trabalho desta escritora.

Classificação: 3 estrelas

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Ebooks: Na Noite em que o Inferno Subiu à Terra

Um dos melhores contos do autor até ao momento!



Autor: Ricardo Dias
Sinopse: Um sobrevivente de uma invasão demoníaca conta ao seu grupo a história de como sobreviveu à primeira noite, a noite que mudou para sempre o destino do mundo...


Contado na primeira pessoa e com uma linguagem informal, este conto consegue agarrar o leitor desde a primeira página. A personagem principal é interessante e vai revelando os seus segredos ao longo da história. Não há referências nem descrições significativas dos locais, que também não são necessárias à história. A trama está bem conseguida e a reviravolta final também.
Recomendo a quem gostasse de conhecer o trabalho deste autor.

Classificação: 4 estrelas

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Livros: Heroes of World War II

Um livro interessante para quem queria conhecer alguns dos heróis da Segunda Guerra Mundial.


Autor: Tom Bower
Sinopse: Heroes do not win wars but without heroes wars are lost. That spontaneous or calculated act of unique courage in battle or behind enemy lines inspires lesser men to volunteer the ultimate sacrifice - although they may not witness the final victory.
In the Second World War, the demands for heroism were no less than in previous wars, but unlike other conflicts few among the hundreds of thousands of Allied fighting men and women doubted that their cause was just - to remove evil and restore peace in Europe, North Africa and the Far East.
During six years of conflict, thousands of individual acts of heroism by British, Commonwealth and Allied servicemen and women were recorded. The images remain forever haunting, exiting and inspiring: soldiers charging enemy pillboxes; pilots flying burning Lancasters; frogmen attaching mines in enemy harbors; SOE agents in occupied Europe suffering torture rather than betray their networks; escapees from POW camps; defenseless merchantmen in the Atlantic rescuing sailors from drowning; bomb disposal officers saving innocent lives; solitary guerrillas in jungles harassing the Japanese; the boffins in Britain sabotaging the Nazi dream; and that handful of commanders and politicians whose judgment inspired and planned the victory for which their and future generations owe everlasting gratitude.
Eyewitness of heroism among the Allied forces were emboldened by the sheer audacity of fellow officers and men, while their enemies became disheartened. For those at home, the accounts of daring in battlefields from France to Japan encouraged their patriotism, pride and comradeship.
A handful of those heroes were specially recognized. Through the evocative accounts of the courage of over 100 men and women, Tom Bower tells the authentic story of World War Two.


Este livro está muito bem documentado em termos fotográficos, em que cada página é uma janela para a realidade vivida por aqueles homens e mulheres. A biografia e as circunstâncias de cada acto heróico são apresentadas de forma muito reduzida, o que, a meu ver, constitui uma grande falha. A outra grande falha é ser muito parcial, focando-se somente nos actos das nações aliadas, esquecendo-se, por exemplo, dos Russos, que lutaram e derramaram bastante sangue contra o mesmo inimigo. Fora isso, é uma leitura agradável e ligeira, que dá luz do essencial da Segunda Guerra mundial sob o ponto de vista dos britânicos.
Recomendo a quem se interessar por este tema.

Classificação: 3 estrelas