segunda-feira, 16 de junho de 2014

Semana Especial Guerra dos Tronos: Primeira Temporada

Atenção: Esta postagem contém revelações do enredo!


Opinião:

Confesso que sou bastante céptico quanto às adaptações para série ou cinema de livros que já li. Este foi um dos casos em que não vi a série de propósito para poder ler os livros primeiro, já que me tinham avisado (apesar de eu não ter acreditado) que estávamos perante muito bons livros.
Considero que a série foi bem adaptada. Os realizadores tiveram o cuidado de não deixar nenhuma das cenas chave de fora nem se meterem a encher chouriços com coisas que não interessam. Claro que deixaram alguns deltalhes de fora. Para além disso, não seguem exactamente a cronologia do livro, o que pode provocar ligeiras confusões a quem já leu.
O elenco é muito bom e encarna com fidelidade as personagens imaginadas por George RR Martin. A banda sonora é excelente e o cenários foram muito bem escolhidos e caracterizados. A série é um tanto gráfica, tal como os livros o são, de modo que não é aconselhável a todas as idades. Em resumo, a série foi muito bem conseguida e faz toda a justiça ao livro.

Classificação: 5 estrelas

Pontos Altos da Primeira Temporada:


7 - Quando o Jamie Lannister empurra o Bran da janela. O facto de acontecer no primeiro episódio dá-nos logo a entender como será a restante série: imprevisível!

6 - Quando Robb Stark é aclamado Rei do Norte. Eu sei que é um momento um pouco clichê, mas considero que foi um dos pontos em que os telespectadores mais vibraram.

5 - Quando o Jamie Lannister ataca Ned Stark em plena luz do dia em King's Landing. Isto era algo que eu não esperava, já que nunca pensei que o Jamie cometesse um erro destes.

4 - Quando Littlefinger trai o Ned Stark. Apesar de todos os contornos dessa traição se estarem a desenhar, não deixa de ser uma reviravolta interessante.

3 - A cena em que o Khal Drogo despeja ouro derretido na cabeça do Viserys. Apesar de não ser algo totalmente inesperado, foi uma cena muito bem conseguida na série.

2 - Quando a Daenerys entra nas chamas da pira funerária do Khal Drogo. Neste momento ainda não sabemos se ela sabe o que está a fazer ou se se vai suicidar. O momento fica ainda mais épico durante a cena final, quando ela se levanta e tem os dragões à sua volta.

1 - Quando a Cercei Lannister diz ao Ned Stark, após este ter descoberto a relação incestuosa dela com o Jamie Lannister e que os filhos não são do Rei Robert Baratheon, "No jogo dos tronos, ou tu ganhas, ou tu morres!". Considero que esta é a melhor cena de toda a temporada, já que mostra o ponto alto do conflito.


Podem ler a opinião sobre o primeiro livro da saga Guerra dos Tronos aqui. Amanhã não percam a crítica ao segundo livro!

domingo, 15 de junho de 2014

Semana Especial: A Guerra dos Tronos



Confesso que sou um grande fã da Guerra dos Tronos! Por isso, decidi organizar uma semana especial no meu blogue só dedicada ao tema.

Com a quarta temporada a terminar mais logo, acho que é um bom momento para lembrar a série televisiva e os livros. De modo que irei fazer uma review ao segundo e terceiro livro (primeira e segunda parte) assim como às quatro temporadas da série da HBO.


Winter is coming!

sábado, 14 de junho de 2014

Cover Reveal - Na Sombra das Palavras

Capa_reveal 
Título: Na sombra das palavras 
Autores: Ângelo Teodoro | David Camarinha | Fábio Ventura | João Ventura | Mário Seabra 
Disponível a partir de: 5 de Julho de 2014 
36 páginas | Versão em papel e digital

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Sinopse

“Na Sombra das Palavras” reúne cinco contos de autores portugueses, combinando thriller e fantástico em histórias de amor, memórias esquecidas e encontros com a Morte e Deus. As palavras transportam o leitor para labirintos, panópticos, livrarias e memórias longínquas. Com contos da autoria de Ângelo Teodoro, David Camarinha, Fábio Ventura, João Ventura e Mário Seabra.

Sobre os autores

Ângelo Teodoro nasceu em Torres Vedras, no ano de 1978. Licenciou-se em Psicologia, na área de clínica. Direccionou o seu percurso profissional para a área de formação e educação e coordenação de projectos de desenvolvimento local.

David Camarinha, nascido em 1986 em Vila Nova de Gaia, vive ainda na sua casa de infância, acompanhado dos quatro gatos e a cadela Luna. Licenciou-se em História no Porto e está a finalizar o Mestrado em Marketing em Aveiro. Prefere a leitura à escrita.

Fábio Ventura nasceu em 1986 em Portimão, onde vive e trabalha como livreiro. É autor dos livros “Orbias-As Guerreiras da Deusa” e “Orbias-O Demónio Branco”.

João Ventura gosta de escrever microcontos, mas às vezes saem-lhe estórias um pouco maiores... O que tem escrito está na Web e em algumas antologias... O seu terreno preferido é a área do fantástico, mas não se preocupa muito com rótulos.

Mário Coelho tem 23 anos, grande parte deles passados a rabiscar ideias em papel ou a martelá-las no teclado. Escapuliu-se por um portão e hoje dá sinal de vida em Coimbra, no mestrado de Tradução. Nos tempos livres gosta de se arrepender dessa decisão e de escrever romances em que bebés morrem.

Mais informações no site da Editorial Divergência

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Livros: O centenário que fugiu pela janela e desapareceu

Confesso que peguei neste livro só pelo título.






Autor: Jonas Jonasson
Sinopse: No dia em que Allan Karlsson celebra 100 anos, toda a cidade o aguarda para uma grande festa em sua honra.
Mas Allan tem outros planos… Morrer de velho? Sim, mas não ali!
Munido de um par de chinelos gastos, joelhos empenados e uma ousadia tremenda, Allan lança-se numa extraordinária aventura, arrastado numa torrente de equívocos e golpes de sorte.
E ao mesmo tempo que acompanhamos a sua última viagem (ou será que não?), conhecemos o seu passado, perdido entre guerras, explosões e mulheres fatais – qual delas a mais perigosa!

 
Este é um daqueles livros que chama a atenção pelo título. Quem é que não tem curiosidade de descobrir porque é que um centenário, de nome Allan, quereria fugir pela janela e desaparecer? Assim que começamos a ler, descobrimos que nem tudo é o que parece e que a quantidade de coincidências é mesmo muito grande. Escrito de uma forma leve e com um enorme sentido de humor, as páginas lêem-se com facilidade e deleite. Para quem gosta de ficção histórica, tem também neste livro toda a história de Allan até ao seu centésimo aniversário, polvilhada de acontecimentos caricatos em que entram muitas personalidades históricas famosas.

Recomendo vivamente a todos os que tenham um bom sentido de humor e adorem uma história cheia de peripécias impossíveis.

Classificação: 4 estrelas



terça-feira, 3 de junho de 2014

Livros: Eu Sou Deus

Para variar, vou fazer uma review de um autor da moda. Devo confessar que este livro me ensinou o prazer de lavar a loiça.




Autor: Pedro Chagas Freitas
Texto da contra-capa: Desconcertante, Pedro Chagas Freitas ensina-o, no seu estilo irreverente e único, a olhar para o mundo de um ângulo completamente diferente. Um ângulo que elimina, sem misericórdia, conceitos e percepções que você julgava intocáveis.
EU SOU DEUS não é sobre fazer as coisas direitas - mas sim sobre ir ao encontro do seu direito. O direito a respirar, o direito a pensar, o direito a ser. O direito a viver.
EU SOU DEUS não é sobre aquilo que você não pode fazer - mas sim sobre aquilo que você pode, e deve, fazer. Você pode sentir medo, pode sentir inveja. Você pode sentir aquilo que o mundo insiste em dizer-lhe para não sentir. Você pode ser o mundo. Por isso: porque não mudar o mundo?
EU SOU DEUS não é um livro de auto-ajuda. Mas se você o ler pode auto-ajudar-se. Tenha cuidado.


A minha crítica resume-se a isto: este livro não é literatura. Por outro lado, é uma obra de auto-ajuda muito criativa e que irá satisfazer muitos leitores. Infelizmente, não me convenceu. É bem verdade que o autor tem razão em muitas coisas que diz, só é a pena a forma como as diz, a qual as banaliza e lhes tira todo o impacto. Usa e abusa de trocadilhos ao ponto de aborrecer o leitor. Para mais, acho que a pontuação é atroz, devido aos excessos cometidos (fiquei um bocado escandalizado ao saber que este senhor ensina como usar pontuação nos seus cursos de escrita criativa). Além disso, tem um mau uso de clichés e um hábito horroroso de repetir palavras. Parece por vezes que a própria temática se repete também, sendo possível passar a mesma mensagem, com muito menos palha, em cerca de 50 páginas. Em suma, foi um tormento terminar o livro, devido ao tom, estilo e forma.

Recomendo a quem procurar um livro de auto-ajuda e não quiser encontrar vestígios de literatura.

Classificação: 1 estrela


segunda-feira, 2 de junho de 2014

Livros: Steal This Book

Senhores e senhoras, apresento-vos um livro tão marcante nas correntes de contra-cultura, que serviu de inspiração para, pelo menos, um cd musical.


Autor: Abbie Hoffman
Sinopse: A driving force behind the social revolution of the 1960s and 1970s, Hoffman inspired a generation to challenge the status quo. Meant as a practical guide for the aspiring hippie, Steal This Book captures Hoffman's puckish tone and became a cult classic with over 200,000 copies sold. Outrageously illustrated by R. Crumb, it nevertheless conveys a serious message to all would-be revolutionaries: You don't have to take it anymore. "All Power to the Imagination was his credo. Abbie was the best." — Studs Terkel


Este é um daqueles livros que faz parte do movimento de contra-cultura. Partindo do pressuposto que os Estado Unidos da América é uma prisão, o autor ensina-nos diversas formas de evasão. Como é óbvio, o livro foi recusado por todas as editoras tradicionais, alegando que iria terminar com a liberdade de expressão, quando na verdade só a ajuda a promover.

O livro está dividido em duas parte: sobrevivência e luta. Na primeira parte, são apresentados vários métodos para conseguir comida, alojamento, roupa, transporte e até dinheiro gratuitamente. A segunda parte foca-se na parte da luta (contra o sistema), contendo vários capítulos que ensinam a guerrilha urbana, demonstrações, propaganda e até como obter protecção jurídica. Apesar de ser um manual muito completo e detalhado, peca por ser já bastante antigo (algumas desta técnicas já não podem ser usadas hoje em dia) e por se enquadrar mais na realidade dos Estados Unidos da América. De qualquer modo, creio ser possível adaptar muitas destas artimanhas aos tempos de hoje (por exemplo a manipulação dos cartões de metro).

Recomendo a todos os que precisem de deitar um olhar diferente sobre a vida que levam e que precisam de um empurrão para poderem pensar mais fora da caixa.

Classificação: 5 estrelas

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Livros: The Book of Five Rings

Já me tinham recomendado este livro algumas vezes sem eu realmente lhe ter prestado atenção, julgando que ler a arte da guerra era suficiente.





Autores: Miyamoto Musashi e Yagyu Munenori
Sinopse: Here is one of the most insightful texts on the subtle arts of confrontation and victory to emerge from Asian culture. Written not only for martial artists but for leaders in all professions, the book analyzes the process of struggle and mastery over conflict that underlies every level of human interaction.
The Book of Five Rings —which has become a well-known classic among American business people, studied for its insights into the Japanese approach to business strategy—was composed in 1643 by the famed duelist and undefeated samurai Miyamoto Musashi. Unlike previous editions of The Book of Five Rings, Thomas Cleary's is an accessible translation, free of jargon, with an introduction that presents the spiritual background of the warrior tradition. Along with Musashi's text, Cleary translates another important Japanese classic on leadership and strategy: The Book of Family Traditions on the Art of War by Yagyu Munenori, which highlights the ethical and spiritual insights of Taoism and Zen as they apply to the way of the warrior.



Na minha opinião, o livro de Miyamoto Musashi é uma alternativa japonesa à arte da guerra. O autor dá inúmeros exemplos, tanto para duelos como para grandes batalhas, escritos numa linguagem simples e concisa. O segundo manuscrito incluído, de Yagyu Munenori, centra-se mais na filosofia da guerra e segue uma abordagem mais erudita. Ambas as obras são complementares, já que se focam em diferentes perspectivas da arte da guerra, e ambas igualmente válidas e relevantes. É difícil dizer mais sobre o livro sem entrar em detalhes discutidos no mesmo.

Recomendo a todos os que praticam artes marciais ou se interessam pelo tema.

Classificação: 4 estrelas