quarta-feira, 21 de maio de 2014

Livros: O Último Papa

Como surgiu a oportunidade de conhecer este autor pessoalmente, eu decidi fazer as pazes com os trillers e dar uma oportunidade ao género.


Autor: Luís Miguel Rocha
Sinopse: 29 de Setembro de 1978. O mundo acorda com a chocante notícia da morte do Papa João Paulo I, eleito há apenas trinta e três dias. O Vaticano declara que Sua Santidade morreu de causas desconhecidas e que o corpo será embalsamado dentro de vinte e quatro horas, impossibilitando qualquer autópsia...
2006. A jornalista Sarah Monteiro recebe na caixa de correio um envelope com uma lista de nomes que não conhece e uma mensagem codificada. Inicialmente, Sarah fica apenas confusa, mas depois de a sua casa ser assaltada percebe que aquela lista a coloca em perigo.
O conteúdo do envelope revela um mundo de corrupção que a jornalista nunca imaginara e ajuda a descobrir a verdade sobre a misteriosa morte de João Paulo I. Arrastada para uma realidade em que mercenários implacáveis, políticos corruptos e membros da Igreja conspiram com o mesmo propósito, Sarah terá de escolher entre contar ao mundo a verdade ou salvar a sua própria vida.



Depois de muitos anos a ler JRS e Dan Brown, começava a achar que a formula do triller estava esgotada e estagnada, tanto na temática como na abordagem. Devo dizer que fiquei positivamente surpreendido com este livro, mesmo sem nunca ter lido mais nenhum do mesmo autor.

Para começar, gostei que abordasse a corrupção no Vaticano de um modo mais próximo da realidade que os outros livros do género. As personagens não são cliché, como nos últimos livros que tenho lido, e são multi-dimensionais. Como tive oportunidade de dizer ao autor, adorei o seu sentido de humor. Os únicos pontos menos bons foram as primeiras linhas, que não me parecem ser o melhor início para um livro, e alguns dos capítulos que tratam do passado ficaram aquém do que esperava.

Recomendo a todos os amantes de triller e/ou apaixonados por teorias da conspiração.

Classificação: 4 estrelas

terça-feira, 20 de maio de 2014

Livros: Sr. Bentley, o Enrraba Passarinhos

Depois do escândalo gerado por este livro e outros que a Saída de Emergência queria oferecer, não podia deixar de o ler.


Autora: Ágata Ramos Simões
Sinopse: Sr. Bentley, o Enraba-Passarinhos, irá provocar incontroláveis convulsões aos amantes das ditas avezinhas e a qualquer incauto que ainda não tenha compreendido as verdades do mundo. É um clister moral, uma purga mal-pensante, um insulto ao bom-gosto, um gosto pelo insulto, um compêndio de palavras feias e um espelho do Portugal politicamente correcto em que o leitor habita. O Sr. Bentley não conhece travão e nada tem de sagrado. Mais do que uma pedrada no charco, é um verdadeiro pontapé nas penduricalhas miudezas deste pântano à beira mar encalhado; Portanto, leitor, acomode a coquilha sobre as jóias da família, proteja os dentes, e prepare-se para a porrada, porque o Sr. Bentley é um peso-pesado. Um Atlas que carrega com alegria sobre os ombros tudo o que de mais abjecto, medonho, mesquinho, estúpido e medíocre os portugueses têm… e, por isso, é um verdadeiro encanto. Pensando bem, caro leitor, tire daí a mãozinha; este livro não é para si!


Este livro chegou às luzes da ribalta de uma forma no mínimo caricata: ia ser distribuído num banco, assim como outros, para promover hábitos de leitura dos seus clientes. Não o chegou a ser por considerarem que não era próprio para todos os públicos. Só por isso, tinha de o ler.

Este livro é uma sátira onde se contam muitas verdades. O Sr. Bentley personifica uma imagem de vilão tresloucado, que não respeita nada nem ninguém. Contudo, no decorrer da história, vamos descobrir que o Sr. Bentley é muito mais que isso. Escrito num tom coloquial, com uso do calão que todos conhecemos, não é um livro para todos os gostos. Ou gosta-se...

Recomendo a quem tenha uma mente aberta e não se importe de enfrentar uma boa dose de calão.

Classificação: 4 estrelas

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Livros: Sonetos

Este livro andou mais de dois anos nas prateleiras antes de o levar para uma longa viagem de comboio.

Autora: Florbela Espanca
Resumo: Florbela Espanca (Vila Viçosa, 8 de Dezembro de 1894 — Matosinhos, 8 de Dezembro de 1930), baptizada como Flor Bela de Alma da Conceição Espanca, foi uma poetisa portuguesa. A sua vida, de apenas trinta e seis anos, foi plena, embora tumultuosa, inquieta e cheia de sofrimentos íntimos que a autora soube transformar em poesia da mais alta qualidade, carregada de erotização, feminilidade e panteísmo.

Nesta edição encontramos as suas obras Livro de Mágoas (1919), Livro de Sóror Saudade (1923) e Charneca em Flor (1931).

Florbela tentou o suicídio por várias vezes, uma das quais em Novembro de 1930, na véspera da publicação da sua obra-prima, Charneca em Flor. Após o diagnóstico de um edema pulmonar, a poetisa perdeu definitivamente a vontade de viver. Não resistiu à terceira tentativa do suicídio. Faleceu em Matosinhos, no dia do seu 36º aniversário, a 8 de Dezembro de 1930. A causa da morte foi a sobredose de barbitúricos.



Eu não sou um grande fã de poesia, mas há obras que são incontornáveis e esta é uma delas. Ninguém escreve sonetos como os de Florbela Espanca. A meio da leitura caí na tentação de ouvir as versões em fado de Mariza dos sonetos Caravelas e Desejos Vãos. Ambas as interpretações capturam o essencial dos sentimentos derramados nestes versos: sonhos perdidos, amor não correspondido e o desejo da morte.

Recomendo o livro o quem gostar Camões, Antero ou poesia em geral.

Classificação: 5 estrelas

domingo, 18 de maio de 2014

Livros: Lusitânia 2

Depois de um primeiro número invejável quando comparado com outras iniciativas do género, estava curioso para ver se conseguiam elevar a fasquia. A capa ficou mesmo apelativa!


Autores: Carolina Vargas, Inês Montenegro, João Franco, Margarida Mendes, Pedro Cipriano e João Barreiros
Resumo: Uma publicação de ficção especulativa com base na cultura portuguesa.

Nela podemos encontrar os contos:

A sereia de Cacilhas - Carolina Vargas
A carta - Pedro Cipriano
A fonte dos Grifos - Inês Montenegro
O indicador de Deus - Margarida Mendes
O teu semblante pálido - João Franco
O coração é um predador solitário - João Barreiros


A revisão foi feita com mais cuidado que na edição anterior e o design interno está muito mais apelativo, o único senão são os espaços em branco que poderiam ser aproveitados.


A sereia de Cacilhas
Gostei da ideia e da maneira como foi desenvolvida. O inicio está um pouco fraco e o estilo de escrita conta mais do que devia, sendo os únicos pontos menos bons deste conto. Um pouco indeciso na classificação, decidi ser generoso. 4 estrelas

A Carta
Abstenho-me de comentar este por razões óbvias.

A Fonte dos Grifos
Apesar de tudo o conto está bom, mas fiquei desiludido porque esperava mais da Inês. Falta algo que não consigo definir! 4 estrelas

O Indicador de Deus
Foi o conto que mais deixou a desejar de toda a revista. Não gostei da abordagem nem do estilo empregue. 2 estrelas

O teu semblante pálido

Este conto está a um bom nível em todos os aspectos. Seria sem dúvida o melhor conto se não fosse o início. 4 estrelas

O coração é um predador solitário
Do João Barreiros esperava muito e, talvez por isso, fiquei desapontado. Algumas frases em alemão soaram-me esquisitas. Não há mais nada a apontar, mas de algum modo o conto não puxou por mim como outros do mesmo autor fizeram. 4 estrelas

Classificação: 4 estrelas

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Livros: A Bela Horrível

Este comprei-o num alfarrabista para completar a colecção e li-o no mesmo dia.



Autor: Álvaro Magalhães
Sinopse: Os crimes da abelha negra e as misteriosas tatuagens com o dia da morte certa, o caso da "Mulher Nua", a profecia da Deusa-Olho, o fotógrafo das almas, os misteriosos tongui e as duas faces da vida, a bela e a horrível, numa história de enganos, onde nada é o que parece.


Há uma clara diferença entre os títulos da colecção Uma Aventura e do Triângulo Jota. Temos de ter em conta a faixa etária alvo e mesmo assim se nota uma grande diferença. Os livros da primeira são todos muito iguais, enquanto os desta vão crescendo em complexidade, com tramas muito mais complexas e personagens muito mais trabalhadas.

Considero que, para um livro juvenil, foi muito bem conseguido. As personagens conquistam facilmente a empatia do leitor e a tensão está presente desde o primeiro momento. Os twists estão muito bem conseguidos, só é pena a quantidade de coincidências ser tão grande. Também gostei que o final não fosse o tradicional deste tipo de livro.

Recomendo a jovens que gostem de ler e adultos que tenham um súbito ataque de nostalgia.

Classificação: 4 estrelas

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Livros: Ninguém escreve ao Coronel

Era um dos poucos livros desta colecção que me faltava ler. Encontrei-o numa loja de coisas em segunda mão e li-o na noite seguinte de uma assentada.



Autor: Gabriel García Márquez
Sinopse: Publicado pela primeira vez em 1961, Ninguém Escreve ao Coronel é o segundo romance de Gabriel García Márquez, escrito durante a sua estada em Paris, onde trabalhava como correspondente de imprensa desde meados dos anos 50.
Num estilo puro e transparente, com uma economia expressiva excepcional que marcava já o seu futuro como escritor, García Márquez narra com brilho inaudito a história de uma injustiça e violência: um pobre coronel reformado vai ao porto esperar, todas as sextas-feiras, a chegada de uma carta oficial que responda à justa reclamação dos seus direitos por serviços prestados à pátria. Mas a pátria permanece muda...



É quase impossível não estabelecer uma grande empatia pelo Coronel. Escrito em poucas páginas e num estilo descomplicado, este livro tem o dom de embalar o leitor nesta história de miséria, injustiça e teimosia. As personagens são memoráveis e o retrato da velhice é credível. O único senão do livro é a sua extensão, depois daquelas 93 páginas, dá vontade de querer saber mais sobre o destino do Coronel e da sua esposa.

Recomenda-se a quem procura um livro pequenino mas que diga muito.

Classificação: 4 estrelas

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A Menina dos Doces - Escolha da Capa


Preciso da vossa ajuda para escolher a imagem base da capa do livro A Menina dos Doces. Qual destas imagens acham ser a mais adequada? Deixem a vossa opinião nos comentários. Obrigado!
1 :

2 :

3 :

4 :

5 :

6 :

7 :

8 :