quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Livros: Death is a lonely business

Encontrei este livro numa loja de livros de segunda mão, como estava interessado no trabalho deste autor, decidi levá-lo para casa.


Autor: Ray Bradbury
Sinopse: The image of drowned circus cages in the trash-filled canals of Venice, California, both haunts and illuminates famed fantasy and science fiction author Ray Bradbury's rare venture into the mystery field. Like filmmaker Federico Fellini, Bradbury is fascinated by the seedy splendor of cheap carnivals and circuses--"a long time before, in the early Twenties, these cages had probably rolled by like bright summer storms with animals prowling them, lions opening their mouths to exhale hot meat breaths. Teams of white horses had dragged their pomp through Venice and across the fields."
But now it's the early 1950s, and foggy, shabby Venice is the last stop on the circus train for scores of old silent-movie stars and young writers trying to keep their art and their bodies alive. As Bradbury's autobiographical hero, a young writer, pounds out his short stories, someone is killing off the older denizens of the tacky city. The writer joins forces with a quirky detective called Elmo Crumley and a faded screen star to investigates the deaths. Their search begins and ends in one of those iconic, waterlogged cages.



Para começar, considero a escolha de um autobiográfico Ray para personagem principal um golpe de génio, que mostrou que ele ainda não se tinha esquecido do que era ser um escritor nada famoso. Qualquer escritor amador se irá rever nalgumas das peripécias e tiques descritos.

Quanto à história não é ficção cientifica, começa lenta, sem que para isso deixe de prender o leitor. A tensão vai subindo até a um clímax nada expectável. As personagens são excêntricas quanto baste. O cenário ajuda bastante à trama, assim como a ingenuidade da personagem principal. O conjunto escrito num estilo noir, dá um livro bastante agradável de se ler.

Aproveito para deixar aqui a minha citação favorita:

"A day without writing was a little death.”

Recomendo a todos os escritores amadores e amantes de histórias de suspense.

Classificação: 5 estrelas

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Anjos da Morte


Bruno sabia que o inimigo ia chegar a qualquer momento.
Alinhou o avião com a pista e levou o motor ao máximo de rotação. O caça ganhou velocidade, percorrendo a faixa delimitada pela dupla fileira de luzes. Ia a meio da pista quando o aparelho de João levantou voo. Esperou uns segundos e puxou os controlos, consciente que outro avião o seguia. A aeronave deixou o solo, seguindo a de João.
Rangeu os dentes e apertou os comandos com força para não tremer. Era a sua primeira missão e a cidade estava sobre ataque. Faltavam uns minutos para o ano novo e metade dos pilotos estavam bêbados.
– Que altura mais conveniente para um bombardeamento – dissera-lhe Ricardo, momentos antes.
A noite e a poluição luminosa não o deixavam ver quase nada. Continuou a ganhar altitude até ultrapassar a cobertura de nuvens. Descreveu uma longa circunferência tentando localizar os restantes membros do grupo. A luz pálida do luar fê-lo encontrar as silhuetas dos três aviões sob o seu comando.
– Delta Quatro para Deltas. Sigam para Sul – ordenou pelo rádio.
– Delta Um para Delta Quatro. Recebido – confirmou um deles, sendo imitado pelos restantes.
Os colegas formaram num trapézio tridimensional, como tantas vezes haviam treinado.
– Base para Deltas. Alvo a Su-sudest, seis unidades, altitude 1100 metros, visível em dois minutos.
O grupo tomou a nova rota. Ricardo estava bêbado e João andava com a cabeça no ar por causa da enfermeira do F2. O maior trunfo de um piloto é a concentração. Quatro contra seis naquelas condições era arriscado.
Um movimento à esquerda chamou-lhe a atenção.
– Delta Quatro para Delta Três. Caça inimigo às 10 horas – comunicou ao seu par, fazendo o avião ganhar altitude.
Delta Três mudou de direcção, descrevendo um longo círculo, aproximando-se do oponente pela esquerda. Delta Quatro passou várias centenas de metros acima dos dois. Bruno viu o avião de Ricardo, Delta Três, envolver-se numa disputa por uma boa posição para disparar. Bruno deu meia volta, começando a descer e os dois pilotos entraram num movimento em forma de espiral.
Sentiu a aeronave ganhar velocidade, esperando que o par do outro caça estivesse ocupado com os outros Deltas. Os dois combatentes aproximavam-se com rapidez.
– Delta Quatro para Delta Três, cheguei.
Enquanto Bruno passava atrás dos dois aviões, continuando a descer, Ricardo quebrou a espiral, afastando-se. Perdendo o oponente de vista, o inimigo endireitou a aeronave, encontrando-o a umas centenas de metros. Esse foi o seu erro. Bruno usou a velocidade que trazia para subir, aproximando-se pelas costas, vindo de baixo e uns graus à direita, o ponto cego. Disparou duas curtas rajadas, apontando de forma a compensar o movimento do alvo. Deu uma guinada forte para a direita, afastando-se também.
Quando voltou a olhar, a aeronave inimiga deixava um rasto de fumo, o motor fora atingido. Não tardou que perdesse altitude, desaparecendo entre as nuvens.
– Caça inimigo fora de combate. Delta Quatro fez as honras da casa – ouviu Ricardo anunciar.
Os dois pilotos posicionaram-se de modo a poderem cobrir o ponto cego do companheiro, preparando-se para ajudar os outros.
– Caça inimigo fora de combate. Delta Um manda cumprimentos aos Lusos – celebrou João.
– Base para Deltas. Alvo a Nor-noroeste. Quatro unidades, altitude 700 metros. Distância 3000 metros.
O esquadrão deu a volta. O altímetro marcava 1200 metros, calculando que os inimigos estivessem abaixo da linha das nuvens.
– Delta Quatro para Deltas. Vamos acelerar ao máximo e fazer um Eder-Mayer – comandou Bruno, empurrando a alavanca ao máximo.
Os outros demoraram a confirmar, seguindo-o na descida. Ao atravessar a grossa camada branca, percebeu que eles tinham medo de executar a manobra. Todos tinham medo dessa. Conheciam até quem se tivesse mijado ao ensaiá-la em treinos. Quando a névoa se dissipou, viram-se rodeados de escuridão.
– Delta dois para Deltas. Inimigo à uma hora.
Bruno mal conseguia distinguir os contornos. Os quatro aviões continuaram com os motores no máximo. Calculou que se iriam cruzar com eles em dez segundos. Os caças passaram por cima dos bombardeiros. Houve uma breve troca de tiros. Os Deltas continuaram e os oponentes mantiveram a rota. Não havia danos severos. Bruno contou até vinte.
– Delta Quatro para Deltas. Quando eu disser um, virar, quando disser seis disparar, quando disser oito desviem-se. Apontar à cabine. Um – explicou Bruno, dando uma guinada para a esquerda.
– Dois.
O avião virava mais lento do que gostaria.
– Três.
Sabia que só tinham uma oportunidade.
– Quatro.
Nivelou o avião. Os inimigos estavam mil e quinhentos metros à sua frente.
– Cinco.
Apontou para a aeronave em frente. Eles aproximavam-se a uma velocidade vertiginosa.
– Seis.
Premiu o gatilho, esperando que as balas encontrassem o alvo a mil metros de distância.
– Sete.
Lembrou-se que João estava bêbado, só esperava que ele se conseguisse desviar a tempo.
– Oito.
Guinou para a direita, descendo. Os bombardeiros passaram a escassos metros. Ouviu um choque de metais, seguido de uma explosão. Deu meia volta, preparando-se para enfrentar as fortalezas aladas inimigas.
– Delta Um fora de combate.
A surpresa de ter sido Miguel a não se ter desviado só durou um momento. Um dos bombardeiros havia desaparecido, outros dois perdiam altitude rapidamente e o último descrevia uma curva tentando voltar para trás. O perfil estava exposto, tornando-o um alvo fácil. Bruno apontou e disparou contra o alvo indefeso.
A vitória pertencia-lhes. No solo, a cidade ardia com violência.

domingo, 17 de novembro de 2013

Chá de Domingo #14: As artes marciais e a escrita

Esta semana vou falar-vos dos benefícios que uma arte marcial pode trazer para um escritor.


Deixando de parte a possibilidade de o vosso livro ou conto poder ter alguma referencia às artes marciais, deixo-vos aqui sete razões para um escritor as praticar:
  • Melhor descrição de cenas de pancadaria: Um escritor que pratique artes marciais tem uma melhor noção de como se processa uma luta. A maior parte dos filmes não são realistas e é um conhecimento dificil de passar pela palavra. O único meio é mesmo experimentar.
  • Melhor concentração: O escritor distrai-se com frequência e cai na doce procratinação ainda mais vezes. A maior parte das artes marciais não é apenas um treino físico, mas também mental. A concentração e disciplina aprendidas numa sala de treino ajudam bastante quando chega a hora de escrever ou rever.
  • Libertar do stress diário: Depois de uma hora ou hora e meia de desporto os músculos ficam mais relaxados do que depois de um dia inteiro sentado.
  • Equilibra a rotina: Por norma, a escrita é uma actividade solitária e estática. Incluir algo movimentado e com iterações com outras pessoas é positivo e ajuda a estabelecer um equilíbrio na rotina.
  • Soluções de segundo plano: Muitas vezes, para chegarmos à solução do problema, a única coisa que temos de fazer é deixar de pensar nele. Isto é válido para a escrita! A cabeça esvazia-se durante o desporto e quando se termina, ao retomar o problema, muitas vezes, a solução surge quase de imediato.
  • Aumenta a sensibilidade: Em especial as artes marciais que envolvem luta com contacto, aguçam os sentidos. Um bom lutador não limita a ver o adversário: ouve-o e sente-o através do movimento do ar. Este treino ajuda o escritor a explorar melhor os sentidos nas suas histórias.
  • Criação de personagens fora do comum: No meio das artes marciais podem-se encontrar muitas pessoas fora do comum que podem muito bem servir como modelos para as vossas personagens.
Entre os escritores que andam por aqui, quem é que pratica artes marciais? O que acham destes benefícios enunciados?

sábado, 16 de novembro de 2013

Livros: A dialética da liberdade

Comprei este livro há uns oito anos. Esteve por aqui perdido até ao dia que me deparei com ele e decidi lê-lo!


Autor: José Manuel Alves Ribeiro
Resumo: Estamos possivelmente assistindo, nesta conturbada época, à mais vasta e profunda crise da Humanidade.
Crise de valores, ocaso de uma Civilização, ou charneira de duas culturas, caracteriza-se pela instabilidade da vida quanto ao seu ideal, à sua finalidade - e daí um tipo indefinível de Homem que pretende flutuar fora de qualquer força que o fixe: Deus, tradição, família, espaço geográfico, gravidade...
Em que ficaremos?



O autor tenta explicar a sua visão do universo, mas falha completamente! Não digo que não tem ideias interessantes ou que valham a pena ser exploradas, contudo a execução foi a pior possível. O livro está pretensioso demais, usa abreviaturas que só confundem e está cheio de erros ortográficos. Os gráficos não tem qualidade suficiente para poderem ser entendidos e as ideias são demasiado confusas, parecendo que o autor preferiu complicar ao invés de simplificar. Está cheio de erros científicos, mostrado que o autor fala da matemática e física com uma abordagem errada de senso comum. Os diálogos são fraquissimos e os poemas passei por eles como quem passo por uma desconhecido na rua. A leitura foi uma verdadeira tortura!

Recomendo este livro apenas a masoquistas!


Classificação: 1 estrela

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

A Primavera - Parte 1/2


Este conto faz parte da antologia Legado de Eros:

As tímidas flores roxas foram as primeiras a despontar naquele ano. Floresciam solitárias naquela margem do Mondego, uma ilha de vida no meio da terra vazia, arautos da primavera. Inúmeras covas artificiais espalhavam-se em volta. Milhares de fragmentos de metal misturavam-se no húmus e na rocha pulverizada. As flores eram o único ser vivo que aparentava não se aperceber da desolação que as rodeava.

Miguel ouviu a agitação propagar-se pelas trincheiras. Não era preciso muito para se gerar uma comoção por ali, tudo o que quebrasse a monotonia de estar aninhado nas valas era fonte de excitação para aqueles jovens. Um arrepio de antecipação percorreu-lhe a espinha.
O barulho foi-se aproximando. O tenente dobrou a esquina. Passou-lhe um envelope para a mão e estendeu um embrulho a Daniel, seguindo o seu caminho.
Sentaram-se os dois no banco improvisado. Apesar de estar a arder por dentro, Miguel abriu o sobrescrito com cuidado. As primeiras linhas levaram-no de volta a uma primavera que pertencia a outra existência.
Ela apareceu de vestido azul claro com rebordos folhados e inocência no olhar. Cabelos curtos e escuros. O olhar focou-se nas mãos delicadas.
― Quem é ela? ― perguntou ao colega do lado, depois de lhe dar um safanão.
― É a Ana, não conheces?
― Não, e tu vais-me apresentar.
O amigo devolveu-lhe um olhar de aborrecimento, acabando por concordar. Ao aproximar-se dela, pareceu-lhe que o fixava de volta.
― Olá, Ana, este é o Miguel ― disse-lhe, estendendo a mão.
Os olhares teimavam em não se desviar, precisando de uma enorme força de vontade para se inclinar e cumprimentá-la.
O som de um papel a ser rasgado trouxe-o de volta ao presente. A seu lado, Daniel sentado nas tábuas e com as botas na lama, desembrulhava um pedaço de pão e uma chouriça. Retirou a faca da bainha e cortou uma fatia generosa de ambos, dando-lhe uma enorme dentada.
― Quem te escreveu? ― perguntou-lhe o companheiro.
Miguel levantou os olhos da carta, contrariado pela interrupção. Retirou uma fotografia impermeabilizada do bolso do uniforme e mostrou-a ao amigo.
― É da minha noiba ― respondeu, mostrando-lhe uma foto de uma jovem de cabelo curto, deixando a sua expressão abrir-se num sorriso de saudade.


Ana rodou a chave, abrindo a porta de entrada. O primeiro olhar para o chão destruiu-lhe a esperança de encontrar um envelope deixado pelo carteiro. Largou na mesa o saco de legumes que lhe havia sido dado no ponto de distribuição. Os braços e a cabeça doíam-lhe do trabalho repetitivo e barulhento da fábrica têxtil.
Empilhou algumas achas no borralho por cima de uma camada de bicas e uma pinha. Chegou-lhe um fósforo deixando que o fogo apeirasse. Atirou a grelha para cima e depois a panela. A custo, despejou duas tigeladas de água para o interior. Retirou os legumes do saco, tentando não pensar muito no assunto. Dedicou-se à tarefa de lavar e cortar os ingredientes para uma sopa.
A mãe entrou em casa quando ela dividia as batatas ao meio. Os cabelos prateados multiplicavam-se naquela figura demasiado magra. Desde que o pai fora chamado que fora obrigada a trabalhar por dois. A mulher cumprimentou a filha com um abraço, ajudando-a na preparação do jantar.
Com uma pitada de sal, Ana completou a receita. Ao endireitar-se, calhou olhar para a varanda, recordando-se da primeira vez que ele a viera visitar a casa. Fora apenas um instante, enquanto os pais conservadores não os observavam. Uma desculpa nada inocente levara-os àquela varanda e um beijo rápido selou, pela primeira vez, o seu amor. Se fechasse os olhos ainda conseguia sentir os lábios dele, saboreá-los, cheirá-lo. Quase como se estivesse à sua frente.
― Oh filhinha, não fiques triste. Ele há-de voltar! ― prometeu a mãe, pousando a mão no ombro.
Ana encarou a progenitora e acenou com um sorriso tímido. A noite caía lentamente, revelando um céu estrelado e sem nuvens, o estado do tempo mais odiado pelos portuenses. As condições perfeitas para um bombardeamento aéreo.


Durante o lusco-fusco, Miguel ouviu os motores na outra margem. O som chegou a todos os que habitavam na trincheira. O olhar de Daniel transparecia medo.
Com o estômago meio cheio de minúsculos cubos de toucinho e legumes envolvidos em água aquecida, a que chamavam sopa, sabia que não poderia esperar uma noite tranquila. Pelo menos não era dos piores dias, em que fome lhe toldava os sentidos. Com a arma apertada firme na mão e futuro incerto, relembrou outra refeição.
Os seus pais haviam convidado os dela para jantar. A sala tinha a mesa grande coberta por uma toalha branca bordada, que só era usada em ocasiões especiais. Os pratos e talheres eram novos, tinham estado em caixas por mais de dez anos.
Miguel andou para trás e para a frente, depois às voltas. A mãe dissera-lhe para ficar calmo e não se preocupar, mas estar assim parado não o ajudava em nada. Quisera entrar na cozinha para se assegurar que tudo estava a correr pelo melhor. A mãe fechara-lhe a porta na cara, enviando-o de volta para a sala.
Ouviu a campainha. O coração quase falhou uma batida. Alisou o casaco e passou a mão pelo cabelo, apressando-se na direcção da porta. Com as mãos a tremer puxou o trinco, revelando o casal acompanhado pela filha.
― Senhor José ― cumprimentou, apertando-lhe a mão. ― Senhora Maria ― murmurou, pegando-lhe a palma com suavidade enquanto se inclinava. ― E a menina Ana ― concluiu, corando.
Levou-os até à mesa e, um momento depois, os pais trouxeram a comida. Bifes de porco. Valiam pelo menos cinco contos de reis, o ordenado de uma semana. A água nasceu-lhe na boca assim que os cheirou. Não comia nada assim há meses. As batatas e a carne foram distribuídos, iniciando-se a refeição, regada por um bom vinho.
Quando terminaram, o pai chamou a atenção e apontou na sua direcção. Sentiu todos os olhos postos em si e o suor a escorrer-lhe pela testa. Parecia que tinha um tijolo entalado na garganta.
― Senhor José ― murmurou, por fim. ― Gostaria de pedir a mão da sua filha.
Sentado na trincheira, sentiu um aperto no peito. Não iria deixar passar o dia seguinte sem lhe escrever. As cartas eram o seu único conforto.
O barulho dos motores aumentou de intensidade. Os soldados olharam para o céu, distinguindo as silhuetas de um esquadrão de bombardeiros. Mais uma carpete de morte seguia na direcção da capital. Sentiu um aperto no coração. Não saiba como iria viver se acontecesse algo à alegria dos seus dias.


Podem ler a segunda parte em: http://pedro-cipriano.blogspot.de/2013/11/a-primavera-parte-22.html

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Aniversário do blogue: O Sofá dos Livros

O blogue O Sofá dos Livros de Liliana Novais comemorou na passada Segunda-feira o seu primeiro aniversário publicando contos inéditos de alguns escritores emergentes portugueses.


É uma boa oportunidade para conhecerem o trabalho de:

Boas leituras!

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Press-Release: Lusitânia - Número 2

O novo número da revista Lusitânia traz uma vez mais a publicação de contos de literatura especulativa com a cultura portuguesa como pano de fundo.

O lançamento terá lugar no próximo sábado, dia 16 de Novembro, pelas 14h15, no Fórum Fantástico, que decorre na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro.

Na revista, o leitor pode encontrar histórias de fantasia que o levam desde o norte ao sul do país, encontrando pelo caminho sereias, grifos e espíritos. São histórias que conjugam o passado e o futuro e que trazem heróis tão inauditos como Leonor, no conto A carta ou um inominado barqueiro n' A sereia de Cacilhas. Há também histórias de almas atormentadas por acontecimentos inexplicáveis ou sinas inalienáveis como no Semblante Pálido ou Indicador de Deus. Nesta revista, para além dos autores que viram os seus contos seleccionados por concurso livre, também podemos contar com um convidado especial: João Barreiros, um escritor de Ficção Científica português, já com uma longa carreira, que nas páginas da Lusitânia deu continuidade ao universo Electropunk da sua autoria com o conto O Coração é um Predador Solitário.

Trata-se, em suma, de uma revista em que os jovens autores revelam, num estilo próprio e cativante, a cultura e paisagem portuguesas, retratando vivências e lugares do quotidiano local, e que serviram de inspiração para que pudessem povoar os seus contos de mistério e personagens fantásticas.


Quem consegue adivinhar a ideia por detrás desta capa?

Fica uma pista: