sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Livros: Inferno

Comprei este livro para me entreter durante uma viagem de avião.


Autor: Dan Brown
Texto de apresentação: «Procura e encontrarás.»

É com o eco destas palavras na cabeça que Robert Langdon, o reputado simbologista de Harvard, acorda numa cama de hospital sem se conseguir lembrar de onde está ou como ali chegou. Também não sabe explicar a origem de certo objeto macabro encontrado escondido entre os seus pertences.

Uma ameaça contra a sua vida irá lançar Langdon e uma jovem médica, Sienna Brooks, numa corrida alucinante pela cidade de Florença. A única coisa que os pode salvar das garras dos desconhecidos que os perseguem é o conhecimento que Langdon tem das passagens ocultas e dos segredos antigos que se escondem por detrás das fachadas históricas.

Tendo como guia apenas alguns versos do Inferno, a obra-prima de Dante, épica e negra, veem-se obrigados a decifrar uma sequência de códigos encerrados em alguns dos artefactos mais célebres da Renascença - esculturas, quadros, edifícios -, de modo a poderem encontrar a solução de um enigma que pode, ou não, ajudá-los a salvar o mundo de uma ameaça terrível…

Passado num cenário extraordinário, inspirado por um dos mais funestos clássicos da literatura, Inferno é o romance mais emocionante e provocador que Dan Brown já escreveu, uma corrida contra o tempo de cortar a respiração, que vai prender o leitor desde a primeira página e não o largará até que feche o livro no final.




Arrependo-me de ter comprado este livro.

Repito (bem ao estilo do autor), arrependo-me de ter comprado este livro!

Para além do despejo de informação e da descrição mecânica, a história desenvolve-se de um modo previsível. As personagens são decalques do que ele fez nos outro livro e não há qualquer melhoria significativa no conjunto. Pior que isso, é que o livro prende mas o final desaponta como tudo!

Inferno foi o tempo que perdi com este livro!

Classificação: 2 estrelas

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Livros: What Lies Across the Water

Recebi este livro através do programa de giveaways da Goodreads.





Autor: Stephen Kimber
Texto da contra-capa: Is the man who blows up an airplane and kills dozens of civilians a murderous terrorist... or a valiant freedom fighter? Is the man who tries to stop the bomber a threat to national security... or a hero of the people?
It depends.
What Lies Across the Water is a narrative nonfiction thriller. About terrorists who blow up airplanes and try to overthrow governments. About intelligence agents who try to stop them.
The twist is that these terrorists are not Muslim. They’re Cuban exiles. And the men trying to stop them? Cuban intelligence agents.
What Lies Across the Water examines the post-9/11 Bush doctrine—“Any nation that continues to harbor or support terrorism will be regarded by the United States as a hostile regime”—by focusing on what happened in Miami and Havana in the 1990s when the American government—and Miami’s Cuban violent exile community—ratcheted up their attacks against Cuba.
Cuba responded by sending intelligence agents to South Florida to penetrate the plotters.
What Lies Across the Water uses an in-the-moment narrative to tell the parallel, converging, diverging stories of the exile militants, Cuban intelligence officers and FBI agents as they clash in Havana, Miami and the Straits of Florida. The story moves from the streets of Little Havana to real Havana’s Tropicana nightclub, from the hotel bar at the Copacabana Hotel to the inner sanctum of the White House—and back.
What Lies Across the Water climaxes when Cuba’s intelligence agents—the Cuba Five—are arrested and sentenced to long prison terms while the exile terrorists go free.
Who’s really a terrorist and who’s really a freedom fighter?


Este livro deixou-me preso desde a primeira página. A narrativa leva-nos até Miami do anos 90, onde a comunidade Cubana exilada tenta derrubar Fidel Castro. Eles estão dispostos a usar todos os meios para atingir os seus objectivos, incluindo matar inocentes.Deveremos considerá-los terroristas ou lutadores pela paz? A resposta depende apenas de perspectiva se olha. E quem é enviado para o pais onde actuam para os parar é uma ameçã à segurança nacional ou um heroi? Isso também depende. O livro trás-nos os factos e deixa que o leitor tirar as suas próprias conclusões. É fácil de ler e todas as fontes estão identificadas, o que poderá ser útil para os mais cépticos.O único defeito que consigo apontar é o facto de algumas cenas serem demasiado extensas.


Eu considero que ambos os lados tiveram momentos em que agiram mais correctamente do que outros. Olhar para esta situação como preto e branco é ser daltónico. Como é que alguém pode julgar sem ter todos os factos? Qual o papel dos média na justiça? algumas cenas, como a bomba no torneio de xadrez, irão deixar o leitor aterrorizado.

Eu recomendo este livro a todos os amantes de história ou que estejam interessados em saber mais sobre os Cinco Cubanos.

Classificação: 5 estrelas

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Livros: O Ladrão Invisível

Estava eu num destes dias sem nada realmente inteligente para fazer quando me lembrei que podia ler um dos livros juvenis que tinha na pilha dos que ainda não tinham sido lidos.


Autor: João Aguiar
Sinopse: Vila Rica, onde vivem o Carlos, o Álvaro, a Catarina e o Frederico, tem um museu, e esse museu existe em consequência da primeira aventura do Bando dos Quatro. Por isso, eles consideram-se, de certo modo, os seus «protectores». Ora, acontece que vários objectos valiosos são roubados e que, apesar dos alarmes e do moderno e eficiente sistema de vigilância, ninguém consegue impedir os roubos, ninguém consegue ver o ladrão. Razão mais do que suficiente para o Bando dos Quatro entrar de novo em acção! Chegados há pouco de umas férias na Irlanda, os nossos amigos vão tentar resolver mais este mistério, apesar de o Álvaro dizer que o museu está a ser roubado por um fantasma...



A premissa é bastante simples e já tantas vezes explorada em livros desta faixa etária. Todavia, João Aguiar tem uma excepcional atenção ao detalhe, que mesmo num livro juvenil marca a diferença. Era de esperar que as reviravoltas fossem previsíveis e que a história fosse linear, no entanto o autor troca-nos as voltas, conseguindo surpreender-nos.

Porquê é que lemos um livro? Ou porque queremos aprender algo ou porque queremos passar um bom bocado. Ambas se aplicam a este livro! Recomendo a quem gosta de ler livros juvenis.



Classificação: 4 estrelas

domingo, 6 de outubro de 2013

Chá de Domingo #8: Literatura Ordinária

O chá de hoje baseia-se nisto!


Há vários tipos de literatura: há a boa, a razoável, a má e a muito má! Hoje venho-vos falar do que está abaixo da muito má, o lixo literário! Como leram no link acima (mais de metade sei que não leu, por isso é favor de subir e clicar), o panorama literário não é dos melhores.

Já lá vai o tempo em que nem toda a gente podia ser escritor. A segunda revolução industrial e as novas tecnologias de informação trouxeram ao comum dos mortais a possibilidade de ler mais. Com este crescimento do consumo, aumentou também a oferta, criando-se autenticas corporações de entretenimento. Como é sabido, a principal preocupação de uma empresa não se prende com a cultura. A lógica do editor é muito simples, para que preocupar-se com o aperfeiçoamento e publicação de obras realmente únicas se é mais fácil importar e usar escritores fantasma para debitar pseudo-biografias de concorrentes à casa dos degredos (a troca do nome é intencional)?

Se o cuidado dos editores é pouco, o dos leitores é ainda menos, já que suportam tais publicações. Cada vez que leio um livro, estou a investir algumas horas da minha vida, as quais não recupero, por isso é bom que livro valha a pena! E voltamos ao nosso ponto de partida, hoje qualquer pessoa pode escrever um livro. Se não tiver ido a nenhum programa de televisão nem chamar a atenção das editoras tradicionais, pode sempre dar azo a sua leviandade e pagar a sua própria publicação. Não me vou estender sobre as vanities, porque elas dão assunto para um chá completo.

Ao olhar para as prateleiras de uma livraria ou para um website de vendas, às vezes, penso, quantos destes livros é valerão realmente a pena ler? Pelas razões já apontada, a conclusão é muitas vezes desanimadora. Infelizmente, não é por um livro vender bastante que se pode inferir a boa qualidade.

Enfim, o chá de hoje surgiu mais na forma de um desabafo do que uma argumentação estruturada. Quais são os tipos de literatura ordinária que menos gostam e que nunca iriam perder o vosso tempo a ler? Qual acham ser a melhor maneira de melhorar o panorama editorial e tentar que menos árvores sejam deitadas abaixo em vão?

sábado, 5 de outubro de 2013

Livros: A Wild Sheep Chase

Este livro veio parar-me às mãos por um colega que mudou de cidade e ofereceu-me alguns dos livros que já tinha lido.


Autor: Haruki Murakami
Texto da contra-capa: A marvellous hybrid of mythology and mystery, A Wild Sheep Chase is the extraordinary literary thriller that launched Haruki Murakami’s international reputation.
It begins simply enough: A twenty-something advertising executive receives a postcard from a friend, and casually appropriates the image for an insurance company’s advertisement. What he doesn’t realize is that included in the pastoral scene is a mutant sheep with a star on its back, and in using this photo he has unwittingly captured the attention of a man in black who offers a menacing ultimatum: find the sheep or face dire consequences. Thus begins a surreal and elaborate quest that takes our hero from the urban haunts of Tokyo to the remote and snowy mountains of northern Japan, where he confronts not only the mythological sheep, but the confines of tradition and the demons deep within himself. Quirky and utterly captivating, A Wild Sheep Chase is Murakami at his astounding best.



Este é um daqueles livros que chama a atenção, nem que seja pela quantidade incrível de personagens e acontecimentos improváveis que surgem. O autor pegou numa premissa original e levou-nos numa história em que era impossível adivinhar o final. A combinação de géneros foi muito bem empregue, resultando numa mistura que foge a qualquer rótulo. A atenção ao detalhe e a captura do espírito do homem moderno foi sublime.

Infelizmente, falhou na concretização: há muitos momentos mortos no livro, que se limitam à descrição monótona de situações corriqueiras sem qualquer objectivo concreto. Para além disso, acho que as primeiras páginas estão completamente fora do resto de narrativa e que a história se desenvolve muito lentamente.

Parece-me um daqueles livros que irei apreciar de outro modo se o voltar a ler mais tarde. Recomenda-se a quem tiver paciência para ultrapassar partes mais mortas sem desistir.

Classificação: 4

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Balanço das Leituras Beta: A Menina dos Doces

Dou por terminada a fase de leituras beta do meu livro A menina dos doces.*

*Eu sei que ainda há algumas pessoas que ainda não entregaram a ficha de leitura. Estão sempre a tempo de o fazer, mal posso esperar para saber as vossas opiniões!

Capa provisória. Estou à espera que me ocorra uma ideia melhor!

Quero agradecer as minhas leitoras beta, às 15 corajosas mulheres que quiseram ler o livro sem quaisquer garantias nem preconceitos.* As fichas de leitura ajudaram-me a compreender dimensões da história que eu não me tinha apercebido que existiam. Foi uma experiência curiosa, descobrir que desconhecia aspectos do meu próprio livro. As opiniões combinadas resultaram num documento com mais de 35 mil palavras, para terem uma ideia da complexidade dos aspectos apontados.

*Decidi não publicar os nomes por uma questão de privacidade. Irão aparecer nos agradecimentos do livro.

Agora é altura de o livro voltar para o forno, há muito trabalho pela frente. Muito para mudar, muitas arestas para limar, polir ou arredondar. Um grande obrigado pela ajuda indispensável que me deram!

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

O Meu Blog é Neutro em Carbono - Iniciativa Ambiental

Peço desculpa por interromper a programação normal, mas acho que esta iniciativa é deveras importante.


Quero agradecer ao blog Morrighan por me ter dado a conhecer esta iniciativa.
Aqui reproduzo o email que lhe foi enviado pela Gesto Verde:

"(...) e faço parte da equipe Gesto Verde, uma campanha sem fins lucrativos promovida pela Guiato, uma startup que visa promover a sustentabilidade através do meio digital.

Conhecendo um pouco do site Morrighan percebi que temos muito em comum, afinal de contas, ambos buscamos o melhor, seja para o nosso leitor ou para o mundo.

E por conta disso gostaria de lhe contar uma coisa: Você sabia que um blog produz quase 3,6 kg de dióxido de carbono por ano?

É por isso que o Gesto Verde lançou o desafio inicial de plantar 500 árvores em prol da diminuição do impactado ambiental gerado pela sociedade e após conquistar a parceria de 500 sites/blogs o Gesto Verde lança um desafio ainda maior: plantar 1.000 árvores nativas no Brasil, e para isso precisamos da participação de 1.000 sites/blogs, sendo que cada post sobre a campanha é revertido em uma árvore plantada pelo IBF.

Além disso a divulgação do gesto promove mais plantios, por isso o post informativo é o método ideal para instruir os seus leitores sobre esse gesto tão simples e promotor do meio ambiente que a Guiato está proposta a realizar pela sociedade.

Para participar são apenas 2 passos simples:
  1. Escrever um pequeno post no seu blog sobre o tema “Meu blog é neutro em carbono” e inserir uma chamada no final para outras pessoas participarem. A nossa sugestão de chamada é: “Meu Blog é neutro em CO2, neutralize o seu também. Saiba como.”
  2. Enviar um email para CO2neutro@guiato.com.br"
Acho que é um gesto simples que todos nós podemos fazer, contribuindo assim para um mundo melhor.