domingo, 29 de setembro de 2013

Chá de Domingo #7: Bloqueios

Chegámos ao Chá de Domingo número 7! Faltam cerca de quarenta e cinco minutos para a hora normal de saída do artigo e eu ainda não sei sobre o que escrever. Houve muitas coisas interessante que aconteceram esta semana, mas nenhuma que valha um artigo. Dou uma olhada para os anteriores: Maus Finais, Procrastinar, Livros por Ler, Sagas Inacabadas, Antagonistas e Deitar livros para o Lixo. Mas só quando volto atrás e leio o que já escrevi é que tenho uma mini-epifania e me ocorre um tema.


Nas últimas semanas dei por mim num bloqueio criativo. Tenho um livro para rever, outro para acabar e um para planear para o Nanowrimo. Com tanta coisa para fazer, era natural que se não me inclinasse para um projecto, pelo menos me deveria inclinar para outro. Mas não! A única coisa produtiva que fiz durante a semana foi arrancar um conto a ferros. São alturas em que até o tecto é mais interessante que o teclado ou a caneta.

Muitos artistas passam pelo mesmo tipo de bloqueio criativo, apesar de ser mais conhecido no caso dos escritores. Este tipo bloqueios podem durar minutos ou até mesmo anos. Existem meios de lutar contra eles, sendo um deles o Nanowrimo.


Parece que o único remédio é aceitar que não podemos produzir sempre que queremos e que há factores limitantes: cansaço, motivação, tempo, etc. Por outro lado aproveitar todos os momentos em que temos condições para escrever. E, como diz a imagem, manter a calma e continuar a escrever.

Outra coisa que faço quando me sinto a bloquear é fazer um chá. E vocês? Quais são os vossos sintomas típicos de bloqueio? O que é que vos faz ficar bloqueados?

sábado, 28 de setembro de 2013

Livros: A Brief History of Time

Este livro foi-me oferecido e como o tema me interessava, comecei logo a lê-lo!


Autor: Stephen Hawking
Texto da contra-capa: From the time of the ancient Greeks through the present time, this historical overview of cosmology is told by one of the most famous and fascinating scientists today.
In the ten years since its publication in 1988, Stephen Hawking's book has become a landmark volume in scientific writing, with more than nine million copies sold worldwide. That edition was on the cutting edge of what was then known about the nature of the universe. But the last decade has seen extraordinary advances in the technology of observing both the micro- and the macrocosmic worlds, confirming many of Professor Hawking's theoretical predictions. Eager to bring to his original text the new knowledge revealed by these observations, he has written a new introduction, updated the original chapters throughout, and added an entirely new chapter on the fascinating subject of wormholes and time travel.


O autor procura explicar de uma forma clara e simples os conceitos complexos da física moderna. Como tenho um mestrado em física foi-me relativamente fácil entender os assuntos abordados, contudo tenho uma certa reserva de que uma pessoas sem bases sólidas o consiga fazer. Mesmo assim, é muito mais fácil de entender que um curso de física ou uma cadeira na universidade sobre o tema, sendo acessível para uma pessoa que se encontre motivada. Um dos aspectos que ele respeitou foi a remoção da gíria científica, que pode ser uma autentica dor: no mundo da ciência usam-se palavras que no dia-a-dia normal tem significados bastante distintos.

É um livro bastante completo, apesar de já estar um pouco desactualizado, o que não é surpreendente. Por exemplo, basta olhar para as descobertas realizadas no ano passado para perceber que a física é uma ciência em desenvolvimento, onde nem as fronteiras estão bem definidas.

Recomenda-se vivamente a pessoas interessadas no tema!


Classificação: 5 estrelas


sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Críticas à Compilação de Contos da Era Dourada

No passado dia 12 de Setembro, publiquei o meu primeiro ebook, via Smashwords. As primeiras críticas já chegaram e aproveito para destacar algumas:


"Achei fantástica esta compilação de contos."

"Gostei da forma simples da escrita, simples e agradável."
- do blogue Folhas do Mundo


" (...) um enredo que nos cativa, adorei o conto O Monstro e a Musa, que tem várias surpresas e um final muito bem conseguido, (...) temos muitas questões que nos levam a reflectir."
- do blogue Leituras do Fiacha


"Nunca tinha lido nada sobre este jovem escritor, nem tinha a mínima noção do seu trabalho; posso afirmar com toda a certeza que estamos perante um autor com um enorme potencial!"
- do blogue Eu e o Bam


"O tema não é novo, mas a cada dia que passa torna-se cada vez mais pertinente e importante (...)"
- do blogue O Senhor Luvas


Leiam o resto das críticas no Goodreads.
Podem encontrar o livro na Smashwords.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Livros: Tales of the Greek Heroes

Encontrei este livro numa estante poeirenta de uma loja de livros em segunda mão. Quando era mais novo li muitos livros deste género, que trazia emprestados da biblioteca da escola, por isso não resisti em refrescar a memória.


Autor: Roger Lancelyn Green
Texto da contra-capa: Some of the oldest and most famous stories in the world?the adventures of Perseus, the labors of Heracles, the voyage of Jason and the Argonauts?are vividly retold in this single, connected narrative of the Heroic Age, from the coming of the Immortals to the first fall of Troy. With fresh dialogue and a brisk pace, the myths of this version are enthrallingly vivid.


Apesar da linguagem simples e do pouco detalhe da narrativa, é um livro agradável de se ler, especialmente num faixa etária mais jovem. É um excelente resumo até para os mais crescidos que queiram ter uma ideia geral sobre os mitos gregos.

Conta a história dos deuses e heroís da Grécia antiga desde a criação do mundo até ao combate dos Titãs, passando pelos trabalhos de Hércules e pela viagem dos Argonautas. O comum dos leitores irá ficar fascinado com a familiaridade que alguns desses contos têm, já que serviram de inspiração para grande parte da literatura europeia.

Recomenda-se como leitura ligeira, mas não esperem encontrar detalhes.

Classificação: 3 estrelas

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Livros: Fahrenheit 451

Aqui está um livro que já andava há muito tempo para ler.

Autor: Ray Bradbury
Texto da contra-capa: Guy Montag was a fireman whose job it was to start fires...

The system was simple. Everyone understood it. Books were for burning... along with the houses in which they were hidden.

Guy Montag enjoyed his job. He had been a fireman for ten years, and he had never questioned the pleasure of the midnight runs nor the joy of watching pages consumed by flames ... never questioned anything until he met a seventeen-year-old girl who told him of a past when people were not afraid.

Then he met a professor who told him of a future in which people could think ... and Guy Montag suddenly realized what he had to do!


As expectativas para este livro eram bastante grandes, tendo em conta o tempo que tive de esperar para o ler e a fama que ele tem, a fasquia estava realmente alta. Não fiquei desapontado!

Influenciado pela descoberta das armas nucleares e da queima dos livros pelos Nazis, Ray mostra-nos o retrato de uma sociedade alienada pelo prazer momentâneo e uma irresponsabilidade infantil. As pessoas deixaram de querer pensar e os livros foram postos de parte em favor de um entretenimento vazio de mensagem ou conteúdo.
Envolvemos-nos facilmente com a personagem principal, assim como é fácil sentir empatia por Clarisse, que aliás é uma personagem memorável. Capitão Beatty também tem tudo para ficar na memória por muito tempo.

A acção decorre a um bom ritmo, sem que o worldbuilding atrapalhe. Já estava habituado à escrita de Ray, o que ajudou imenso. A história é credível e as revelações vão acontecendo quando menos se espera.

Recomendo vivamente, é um livro que todos deviam ler!

Classificação: 5 estrelas

domingo, 22 de setembro de 2013

Chá de Domingo #6: Maus Finais

AVISO: Este post contêm spoilers!


O tema desta semana são os finais maus. Quem é que nunca leu um livro e o achou fenomenal mas, ao chegar às páginas finais, ficou desapontado com o desfecho?

Isso já me aconteceu e continua a acontecer com bastante frequência. Na minha opinião, há finais maus, muitos maus e outros que apetece espancar o autor. Vou-me concentrar só nos últimos porque, infelizmente, os primeiros são bastante frequentes. Se o livro for todo mau, já nem é surpresa que o final siga na mesma linha, mas quando o livro foi bom, me prendeu e cativou para depois me mandar com um balde de água fria, é frustrante!

Vou começar com um livro que li há pouco tempo. Um final demasiado previsível porque o autor se descaiu a meio do livro é horrível. Apetecia-me espancar o autor porque desde a primeira página já sabia como é que aquilo ia acabar. Se o miúdo encontrou o corpo, já sabia que eles iam conseguir chegar à América mas que iam morrer! Também sabíamos que eles não conseguiam lançar a bomba atómica desde o início. A única coisa desconhecida era tão fácil de adivinhar que não deu gozo nenhum: o velhote é que era o vilão!

Outro livro que me chateou bastante foi a Fórmula de Deus de José Rodrigues dos Santos. Como é que se escreve um livro com tanto factos rigorosos e no fim se entra no domínio da especulação sem qualquer separação? Passaram uns dois anos antes que me atrevesse a voltar a pegar num livro deste autor.



Outro que me aborreceu bastante e que ainda me está entalado na garganta foi o mais recente livro do Dan Brown: Inferno. Estou a ler um livro de mistério e acção quando, de repente e sem aviso, se torna em ficção científica! Se eu quisesse ler ficção científica nesse dia tinha agarrado outro livro! Já agora, não leiam o livro: o gajo não consegue impedir o vírus de se propagar!


Quais foram os finais que mais vos chatearam e decepcionaram? Porquê?

sábado, 21 de setembro de 2013

Livros: Um Cappuccino Vermelho

Para variar decidi ler um autor português, que apesar de desconhecido, apresenta bastante potencial.


Autor: Joel G. Gomes
Texto da contra-capa: As pessoas que conhecem Ricardo Neves dividem-se em dois grupos: os que o conhecem como autor de policiais e os que o conhecem como assassino profissional.
Ricardo sempre cuidou para que estas duas facetas da sua vida não misturassem. Tudo se complica quando recebe uma lista de alvos demasiado próximos do seu mundo de escritor. A colisão torna-se inevitável e Ricardo não tem como a impedir.

***

João Martins é um escritor com prazos para cumprir e sem ideias para desenvolver. Até que tem a ideia de escrever sobre um escritor que é também assassino profissional.
A surpresa acontece quando pessoas à sua volta começam a morrer tal e qual ele descreve no seu livro. A dúvida surge de imediato: estarão as mortes a acontecer porque ele as escreve ou será ele um mero narrador de eventos predestinados a acontecer?


Tenho de dizer que o livro começa mal, muito mal mesmo. O infodump inicial sobre o café é longo e desapropriado. Se eu quisesse ler um tratado sobre o café, teria comprado um livro sobre a especialidade (como fiz sobre o Whisky) ou consultaria a Wikipédia. Quando leio um livro de ficção, espero ler ficção. Outro ponto negativo são as descrições das acções, tão pormenorizadas como inúteis para o avançar da história. Às vezes salta descrições que podiam interessar aos leitores, o que gerou alguma frustração. Por fim, tem um problema de estrutura: o prólogo era dispensável e não tem um entrelaçamento entre as personagens, indispensável para motivar a leitura.

Agora a parte positiva: a ideia de misturar ficção com a realidade não se esgota com facilidade, por isso um livro com esta premissa é sempre agradável de se ler. O final salva o livro!

Em resumo: uma boa ideia, mas mal concretizada. Espero que o autor melhore a sua técnica e que nos possa presentear com as suas excelentes ideias.


Classificação: 2 estrelas