quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Compilação de contos da Era Dourada



Uma guerra mundial pelos recursos energéticos mudou a face do planeta, levando a espécie humana perto da extinção. Cinco séculos depois, a revolução industrial acontece pela segunda vez, fazendo ressurgir os mesmos desafios.

Incluí os contos:
  • A Alvorada
  • A Escuridão
  • A Alergia
  • A Musa e o Monstro
  • O Fruto Proibido
 Podem encontrá-lo no Smashwords.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

A Thousand Suns

Comprei este livro numa loja de livros em segunda mão por uma pechincha. O nome era desconhecido, mas a capa convenceu-me a levá-lo para casa.


Autor: Alex Scarrow
Texto da contra-capa:  Off the coast of New England, a trawler tangles its nets on wreckage from sixty years ago - a B17 'flying fortess', perfectly preserved and containing the final and most terrifying secrec of WWII.

When freelance photographer Chris Roland enters the sunken plane, he finds something that changes everything he knows about the end of the war - and how desperately close it came to being the end of everything. Half a century earlier, Hitler gambled it all on a last throw of the dice. Now is seems that Chris is one of the very few to know about it - and this knowledge might just end up killing him.

A THOUSAND SUNS is an epic tale that moves from the present to the past as the most horrifying wartime revelations of all hangs in the balance.

Link do Goodreads


Esta história tinha tudo para ser excelente: um setting promissor, um tema que eu gosto e um estilo que prendia à leitura. O problema é que o final acabou por ser demasiado previsível, nalguns pontos tão previsível que já se sabia de antemão como uma das linhas da história iria terminar. Talvez se pudesse resolver o problema com uma estrutura diferente, talvez...

Fiquei muito desapontado! Esperava muito mais! Não recomendo este livro!

Classificação: 2 estrelas

domingo, 8 de setembro de 2013

Chá de Domingo #4: Livros por ler

O tema desta semana são os livros por ler. Este fim-de-semana começaram as minhas merecidas férias, e com elas o regresso a casa. Uma coisas que reparei é que a prateleira dos livros por ler tem ainda mais volumes do que no ano passado. Faça o que fizer, a única tendência é aumentar.


Sejam viciados na leitura ou não, todos temos livros por ler. Há várias razões que os fazem acumular a um ritmo mais rápido do que os conseguimos ler: encontramos livros que alguém deitou fora, quiseram oferecer-nos livros que já não queriam e nós aceitamos (como me aconteceu esta semana - ver foto abaixo), recebemos livros de presente ou simplesmente não conseguimos resistir na loja. Seja qual for a razão e paradoxalmente, quanto mais viciados somos, maior é a pilha de livros por ler.


Como é que nos podemos livrar desse problema? A solução mais fácil é não comprar mais livros até diminuir a pilha, se bem que para algumas pessoas isso é impossível de fazer. E sim, eu sou uma dessas pessoas. Outra solução é oferecer alguns desses livros: trazer um amigo lá a casa e mostrar a pilha e deixá-lo escolher. Algumas pessoas podem ser alérgicas a essa opção, mas tente ser racionais, se os livros estão na pilha, haverá de certo uma razão. Para facilitar o processo de separação, podem sempre escolher alguns que não querem dar, o que para algumas pessoas significa a pilha inteira. Eu tenho livros que me irão dar para os próximos 10 anos, por isso optei pela segunda alternativa várias vezes, fiz alguém feliz e ganhei algum espaço! Creio que os livros ficam muito melhor com o seu novo dono do que comigo.

Qual o tamanho da vossa pilha de livros por ler? Quais as razões que a levam a crescer? O que fazem para a diminuir?

sábado, 7 de setembro de 2013

O Sorriso aos Pés da Escada

Não conhecia o autor. O livro foi-me oferecido, por isso li sem preconceitos, o que acabou por se revelar muito positivo.

 

Autor: Henry Miller 
Texto da contra-capa:  Sermos nós próprios, unicamente nós próprios, é algo extraordinário. Mas como chegar a isso, como alcançá-lo? Ah!,eis o truque mais difícil de todos. Difícil, precisamente, porque não envolve qualquer esforço. (...)
E eis que de repente lhe surgiu a ideia - tão simples! - que ser um Zé-ninguém ou ser Alguém ou ser mesmo toda a gente não o impedia de ser ele próprio. Se era realmente um palhaço, então sê-lo-ia sempre e sempre, desde a hora madrugadora do levantar até ao momento nocturno de fechar os olhos.


É uma história sobre palhaços. Mais concretamente, sobre um palhaço: Augusto. O que é que os palhaços têm de interessante, podem perguntar vocês. Os palhaços fingem, encarnam o ridículo. Foi isso que Augusto sempre fez e foi isso que o levou a pensar sobre o problema de ser ele mesmo.

É um livrinho pequeno, que se lê todo de uma vez, mas que providencia tema de reflexão para várias semanas. Não recebeu as cinco estrelas devido ao estilo da escrita, porque se fosse só devido à mensagem, não teria havido dúvidas.

Recomenda-se para quem se interesse por levar este tipo de questões mais a fundo e que se sinta pronto a ser embalado numa alegoria poderosa.
 
Classificação: 4 estrelas

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Alterações no blogue: Setembro de 2013

Como já devem ter reparado, o blogue sofreu algumas alterações. A mais notória foi o Chá de Domingo, uma rubrica semana que sai todos os domingos em que se discutem temas literários diversos.

Mas não ficou por aqui, passou a haver críticas a livros às segundas-feiras e artigos de divulgação de projectos a que estou ligado às sextas. Às quartas continuaram a aparecer os meus textos e não aparecem também nos outros dias porque não produzo assim tantos. Como os livros que tenho aqui na pilha dos lidos teima em aumentar sem que eu me dê ao trabalho de fazer a crítica, irei começar a fazê-lo também aos sábados.

Assim sendo, deste blogue podem esperar:

  1. Domingo: Chá de Domingo
  2. Segunda-feira: Crítica a um livro
  3. Quarta-feira: Texto original
  4. Sexta-feira: Artigo de divulgação
  5. Sábado: Crítica a um livro
Espero que gostem deste novo formato. Caso queiram deixar sugestões, críticas e queixas, por favor usem os comentários.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Boas Festas vindas do céu

Dezembro de 2032

O bimotor atravessava os céus nocturnos à velocidade de cruzeiro. Aos comandos do arcaico bombardeiro, Rui não pôde evitar estremecer ao reconhecer a faixa escura no solo, a terra de ninguém. Deixara os limites do seu estado.
Com as tensões a escalarem de dia para dia, não era preciso ser filósofo para perceber que a paz não podia durar. Depois do grande conflito do início de século, Portugal ficara dividido em três. O Norte aliara-se à Galiza e o Sul declarara independência, instaurando um governo neocomunista. O governo de Lisboa recusava-se a aceitar a divisão. Para o piloto, este voo era apenas mais um passo no caminho do inevitável.
Duas centenas de bombardeiros e quase uma centena de caças atravessavam a escura imensidão. O tamanho da frota inspirava confiança aos soldados, tanta quanto um número poderia dar. A tonelagem de explosivos nos compartimentos de carga chegava para atear fogo a uma grande cidade. Mesmo que o pudessem fazer, ninguém ousou questionar as ordens recebidas. Era claro que as negociações tinham falhado.
A missão que lhes fora confiada pelo general era simples: bombardear o Porto até à submissão. Era o último dia do ano e era previsível que a maioria dos soldados estivesse embriagada. A correr como planeado, não encontrariam sequer uma defesa organizada.
Consultou as horas no relógio de pulso.
― Feliz ano novo ― murmurou, esperando sobreviver para os festejos.
Haviam passado cinco minutos em território inimigo. Era certo que os radares já os tinham detectado. Em menos de meia hora estariam sobre a capital inimiga. Estremeceu ao ter consciência que haviam atravessado o ponto sem retorno.
Ainda se lembrava do período antes da guerra, quando a Europa era una e a paz reinava. As cidades cresciam, cheias de vida e actividade. A crise económica estalara enquanto dormia no berço e Lisboa fora ocupada durante a sua adolescência. Na prepotência da juventude, atirara pedras aos tanques franceses. O colapso do petróleo terminou a guerra e com ela a ocupação. Quando atingiu a idade adulta quis ser piloto, na ilusão de proteger o país. E, nesse momento, preparava-se para largar sobre outros a miséria que tão bem conhecia.
De súbito, uma avalanche de mensagens em código jorrou dos auscultadores. O inimigo reagia. Apertou os comandos com força. Não valia a pena filosofar sobre as decisões políticas quando o mais importante era voltar vivo.
Os dois caças à esquerda ganharam altitude, desaparecendo acima das nuvens. Iriam iniciar o seu jogo de gato e rato, enquanto Rui seria o queijo. Desejou poder fazer o mesmo. Aquele avião era uma presa fácil tanto para as defesas antiaéreas como para as aeronaves inimigas, mais leves e velozes. Nem a metralhadoras instaladas nas asas o deixavam mais descansado. Nos céus a agilidade era tudo, justamente aquilo que não dispunha.
Os bombardeiros mais pequenos desceram em voo picado, alvejando as artilharias. Era um duelo de vida ou morte. Rui olhou em frente, concentrando-se apenas no alvo. Os elementos mais rápidos haviam já largado bombas incendiárias visíveis a vários quilómetros, marcando o alvo principal. Sabia que tanto podiam ser fábricas como uma zona residencial. Empurrou esses pensamentos para segundo plano, concentrando-se em alinhar a trajectória com as chamas. Não interessava qual o alvo, ou se atingiriam de todo, só queria largar a carga mortífera e dar meia volta.
De súbito, a asa do avião à sua direita irrompeu em chamas. Só então viu as balas tracejantes. Os caças apareceram de seguida, atacando a nave inimiga. As chamas alastravam-se pelo bombardeiro de Francisco. Um motor parou e a aeronave começou a perder altitude, arrastada pela imensa carga, numa luta inútil para se manter no ar. Relembrou a noitada que tinham tido duas semanas antes. O compartimento de carga a abriu-se, lançando as bombas aleatoriamente. O avião começou a rodopiar, envolto em fumo, desaparecendo de vista. Não voltaria a vê-lo.
― Graças a Deus que não fui eu ― pensou, rangendo os dentes.
Os caças dos defensores foram repelidos. Dos bombardeiros encarregados de destruir as defesas não havia qualquer sinal, nem dos aviões encarregados de os proteger.
À beira de um ataque de pânico, reduziu a velocidade e a altitude. Era o momento em que estaria mais vulnerável, apenas umas centenas de metros o separavam do solo. Se fosse dia poderia ver os edifícios e até os carros nas ruas como se uma miniatura se tratasse. Imaginou o enorme perfil do avião visto do solo, engolindo em seco. Alinhou-se com o bombardeiro que seguia à frente e que mal via. Desviou-se um pouco para a direita, de modo a evitar a turbulência. Se se aproximasse demais a força de suspensão iria terminar e o avião cairia.
As chamas aproximavam-se mais lentas do que gostaria. O alvo, tão perto e ao mesmo tempo tão longe. O suor escorreu-lhe da testa. Sentiu os joelhos a fraquejar. Bastava uma bala num dos motores ou no piloto para não voltar a casa. Os braços começaram a tremer sem que os conseguisse controlar. Não havia qualquer aliado à vista. Não sabia onde estavam as defesas antiaéreas. Um caça podia aproximar-se dele pelo ângulo cego.
A respirar com dificuldade, accionou as portas do compartimento de carga, libertando os explosivos. Um. Manteve-se direito, na direcção das chamas. Dois. Combateu a tentação de mudar de altitude ou direcção. Três. As bombas haviam sido largadas. Acelerou os motores ao máximo, apontando o nariz da nave para os céus.
O avião ganhou velocidade e altitude. Cada segundo parecia uma eternidade. O perfil prateado do aeronave podia ser vista do solo. Estava vulnerável e não havia nada que pudesse fazer contra isso.
Ao atravessar as nuvens, viu-se na companhia dos outros aviões. Deu-se ao luxo de olhar mais uma vez para o relógio, passava meia hora da meia-noite. Descreveu um arco, dando meia volta e seguindo os companheiros de volta a casa. Tentou não pensar nas consequências dos seus actos, desejando que a festa esperada valesse a pena.


Este conto foi originalmente publicado no blogue Fantasy & Co.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Dead Poets Society


Autor: N. H. Kleinbaum
"Conta a história de um professor de poesia nada ortodoxo, de nome John Keating, em uma escola preparatória para jovens, a Academia Welton, na qual predominavam valores tradicionais e conservadores. Esses valores traduziam-se em quatro grandes pilares: tradição, honra, disciplina e excelência. Com o seu talento e sabedoria, Keating inspira os seus alunos a perseguir as suas paixões individuais e tornar as suas vidas extraordinárias."
Fonte: Wikipédia

Link do Goodreads

Acho que este livro dispensa apresentações: a maioria já viu o filme e se não viram, aconselho vivamente que o façam.

Para ser sincero, não costumo pegar em follow-ups de filmes e esta foi uma das raras excepções. Quando comecei a ler o livro, não sabia o que achar.

Acabei por me surpreender: a leitura é leve a agradável, acrescentando um sabor que faltou ao filme. Algumas cenas entendem-se melhor descritas. O autor não é um génio literário, mas esteve à altura da tarefa. Os sentimentos passam para o leitor e toda a história flui como no grande ecrã.

Classificação: 3 estrelas