sábado, 16 de fevereiro de 2013

Passatempo Madalena Santos

Decidi alterar um bocadinho as regras (todas as participações anteriores continuam válidas). Saibam mais aqui.

Os livros:

Regras:
- Uma participação por pessoa.
- Seguir o blog.
- Fazer like na minha página.
- Termina terça dia 26 de Fevereiro.

Boa sorte!

Participação no Concurso de Escrita para Cinema da Conception: Fase Final

Caros leitores,

O meu conto intitulado "O lago" chegou à fase final do concurso de escrita para cinema promovido pela Conception (se puderem dar um like na página deles era muito porreiro). Caso ganhe, o conto será convertido numa curta metragem.

Como devem adivinhar isto é um momento muito importante para mim, pois gostava de ver a minha história no grande ecrã e tenho a certeza que vocês também. Mas, para ganhar vou precisar da vossa ajuda. Se quiserem votar, tem de clicar aqui e colocar um "gosto".

Conto convosco!


***


O anúncio oficial, que pode ser encontrado aqui:

Exmos(as) Senhores(as) Concorrentes,

A equipa de produção da Conception analisou cuidadosamente as histórias que nos foram enviadas e agradecemos desde já a iniciativa de participar no nosso concurso. De acordo com os critérios mencionados no regulamento, seleccionamos as histórias a seguir ordenadas alfabeticamente:

- As Cores; de Francisco Silva

- Caos e Causas; de Fernando dos Santos

- Desenterrado; de Joana de Brito

- Morrer na Praia; de Eva Silva

- O Lago; de Pedro Cipriano

Informamos também que as mesmas serão postadas na página da Conception às 00h de Sábado dia 16 de Fevereiro e a votação será possível até às 24h de Sexta-Feira dia 22. Alertamos para o formato do "Like": só serão contabilizados os que forem feitos no conteúdo da nota (abaixo do final do texto) e não no registo do post.

Qualquer dúvida ou pedido de esclarecimento pode ser-nos remetida para este email. Agradecemos a acusação da recepção desta informação.

Com os melhores cumprimentos,

Pedro Norton
Gestor de Projecto


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Apanhado dos meus contos no Fantasy & Co

Apresento-vos um apanhado dos meus contos no blog Fantasy & Co com resumos e uma tentativa de classificação por género.



Nada e tudo
Género: História especulativa
Félix é o homem mais rico do mundo e esta é a sua história.

Link


Eternas Palavras
Género: Ficção distópica
Rui é um funcionário público num estado oprimido por uma ditadura. Um dos seus trabalhos era queimar livros na praça pública ao Domingo à tarde para enternecimento da multidão, até ao dia que decide levar um desses livros para casa.

Parte 1/2
Parte 2/2



O protótipo
Género: Ficção Científica
A humanidade está presa num mundo moribundo até ao momento em que a empresa de Armin encontra uma solução para o problema.

Link


A alvorada - Era Dourada
Género: Ficção Científica
Uma guerra mundial que devastou o planeta durante oito longos anos está perto do seu fim. Uma nova era se aproxima para toda a humanidade.

Link


O monstro e a musa
Género: Ficção científica, Ficção pós-apocalíptica
Walter, um cientista do além mar, foi capturado pelos nativos da Ibéria. Eles esperam que ele resolva um dos seus maiores problemas e farão de tudo para o conseguirem.

Parte 1/10

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Brevemente: Passatempo com oferta de um livro

No próximo Sábado irei lançar um passatempo para oferecer um destes livros da Madalena Santos (à escolha do vencedor).


Fiquem atentos!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Presente aos meus leitores - 2012

Decidi criar uma compilação com os três textos mais visitados durante o ano de 2012. O ebook já não está disponível.

A distribuição é permitida (e encorajada), desde que dêem o devido crédito aos intervenientes. Espero que gostem!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

O fruto proibido - parte 2/2


A primeira parte do conto está disponível em: http://pedro-cipriano.blogspot.pt/2012/12/o-fruto-proibido-parte-12.html

O navio a vapor cruzava o imenso oceano que dividia os dois continentes. No convés, embalado pelo mar, a mente do cientista divagava no imenso espaço dos pensamentos. Tentou concentrar-se, pois queria de tomar uma decisão.
Não tinha dúvidas que a tecnologia descrita no livro mudaria o mundo. Com ela podia produzir quantidades imensas de energia e a dependência do carvão terminaria. Acreditava que, depois de quinhentos anos de inquisição tecnológica, o mundo merecia uma idade dourada. Contudo, ignorar as prescrições tecnológicas podia colocar a civilização num estado em que se destruiria a si mesma.
Com esse pensamento, debruçou-se sobre a amurada e retirou o livro da sacola. Sem hesitar, atirou-o para o oceano.
Ao voltar para os seus aposentos ficou cada vez mais agitado. Esperava por um alívio que não veio. Mesmo não tendo o livro, o conhecimento impelia-o a agir.
As nuvens negras de fuligem que todas as manhãs se abatiam sobre a cidade eram prova de que este não era o caminho certo. Cada duas toneladas desse ouro negro custava em média uma vida humana. Humberto tinha o poder de mudar isso, só precisava de reproduzir o gerador descrito pelo livro.

***

Ao ligar a centrifugadora, o barulho tornou o ambiente do laboratório insuportável.
A meia noite passara há um par de horas e ele estava sozinho na academia. Era a única maneira de conseguir prosseguir com o seu projecto. Humberto decidiu fazer uma pausa mas, mesmo no corredor, não conseguiu desligar-se mentalmente da sua experiência. Desejava ter uma centrifugadora mais poderosa.
Ouviu a porta do edifício abrir-se com um estrondo. Pareceu-lhe que alguém acabara de forçar a entrada no edifício. Passos ecoaram. Eram muitos pés em movimento.
O coração do cientista começou a bater mais depressa. Soube de imediato qual era a razão de estarem ali. Tentou relaxar nos segundos que restavam antes de eles chegarem. Não tirava apontamentos nem comentara as suas experiências com mais ninguém. Tentou convencer-se que que tudo ficaria bem.
Vários polícias de casaco azul e botões dourados cercaram. Os capacetes ovais faziam com que parecessem mais altos do que realmente eram. Humberto teve de usar toda a sua força de vontade para não mostrar o quão assustado estava.
– Doutor Carvalho, você está sob detenção por infringir as restrições tecnológicas – anunciou o que tinha o maior bigode.
Sem mais explicações, foi escoltado da academia até uma carrinha prisional de rodas gigantes. Assim que as portas duplas se fecharam, os pistons a vapor a colocaram a em movimento. Atravessaram metade da cidade construída em estilo Neovitoriano até chegarem a um imponente estrutura de talhe clássico. Fora levado ao Tribunal Imperial porque quisera dar à Confederação uma fonte quase inesgotável de energia.
Foi conduzido pelos corredores trabalhados. O edifício demorara mais de um século a ser erguido e a aura da construção deixava-o ainda mais desconfortável. Ao entrar na sala de julgamentos, encontrou o tribunal já reunido. Humberto começou a tremer.
– Doutor Carvalho, você é presente neste tribunal por violar as restrições tecnológicas. O que tem a dizer em sua defesa? – acusou o ancião vestido numa toga negra.
– Eu não violei nenhuma restrição! – protestou o cientista, tentado não gritar.
– Ainda não, mas os seus experimentos mostram clara intenção de o fazer. Ou nega que pretende fazer fissuração nuclear?
– Não nego. Eu apenas queria dar à humanidade uma fonte de energia alternativa. Como sabe, o mundo precisa urgentemente disso...
– Não duvido das suas boas intenções, mas a lei é inviolável. Ambos sabemos que não é este o caminho. Tenho muita pena, mas terei de aplicar a pena capital...
– Não chega abandonar o projecto?
– Quem me dera... – sorriu amargamente o Juiz. – O maior perigo não é o experimento, é o conhecimento que tem. Custa-me saber que iremos perder uma mente brilhante, contudo, a sobrevivência da humanidade o exige. Todo o material relativo à experiência deve ser destruído imediatamente e a pena aplicada dentro da próxima meia hora. A sessão está encerrada!
Até ao momento em que foi fuzilado, Humberto não conseguiu sentir rancor, somente tristeza por a humanidade continuar nas trevas.


Este conto foi publicado na Nanozine 7: http://nanoezine.wordpress.com/

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O fruto proibido - parte 1/2

Humberto estava nervoso. Impaciente, esperava que os engenheiros a abrissem, relembrando a sua chegada à Ibéria duas semanas antes. Naquelas terras selvagens havia caminhado durante quatro dias antes de o grupo encontrar a cidade. Muitas expedições haviam passado por ali no entanto, nenhuma havia investigado a vegetação a fundo.
Os especialistas obrigaram-no a recuar. Iriam usar o último recurso para abrir a porta blindada.
O entusiasmo inicial havia-se desfeito quando encontraram as ruínas dos subúrbios. A metrópole havia sido varrida por uma explosão termo-nuclear e volvidos cinco séculos, somente os restos das fundações poderiam interessar aos escavadores de relíquias inúteis. Para um cientista curioso como Humberto, não havia ali nada de interesse. Apesar da desmotivação geral, a desmatação prosseguiu. No meio da pequena selva havia algumas estruturas que haviam resistido à passagem dos séculos. Mas, nem mesmo nos edifícios menos danificados havia algo que pagasse o salário diário de um soldado. A sorte mudou quando um grupo de soldados, que procurava um sítio mais abrigado para dormir, encontrou a cave.
O portão aguentara os assaltos dos técnicos durante toda a manhã. Só quando o sol já atravessara o zénite é que o conseguiram remover, com recurso a explosivos.
Ainda o pó pairava quando Humberto ignorou as convenções de segurança e penetrara no interior da casamanta. Outros o seguiram e cedo descobriram que teriam de proteger as vias respiratórias com as camisolas sob o risco de sufocar com poeira. Com os olhos a lacrimejar, atravessou a entrada que dava para um longo corredor. Parou, tentando lidar com a desilusão. Parecia ser apenas uma estrutura militar do último conflito mundial.
O cientista relembrou o que havia aprendido sobre a Terceira Guerra Mundial. A opinião geral colocava-a como a pior coisa que acontecera à humanidade desde o seu Génesis. Quase uma década de combates contínuos e sangrentos culminaram numa breve guerra atómica. O Verão nuclear queimou grande parte da superfície, matando mais de cinco biliões de seres humanos. O Inverno artificial matou quatro em cada cinco pessoas durante o primeiro ano. A escuridão fora a maior prova da capacidade de adaptação e sobrevivência do homo sapiens sapiens. As trevas duraram mais 70 anos e a noite parcial mais de um século. Não se sabe muito sobre esses anos e ainda menos sobre o que existia antes.
A estrutura era mais extensa do que à primeira vista parecia. Prolongava-se por várias dezenas de metros de corredores labirínticos e tinha pelo menos outros dois níveis.
– Venham ver isto! À sério, larguem tudo o que estão a fazer e venham ver isto! – chamaram, enquanto Humberto examinava uma divisão destinada ao alojamento.
– O que foi? – gritam da outra extremidade, criando um eco surreal.
– Estás bem? – ouviu-se um arqueólogo perguntar.
A situação deixou-o curioso. Ainda confuso com a direcção pouco clara do som, Humberto encaminhou-se para onde a origem lhe pareceu ser mais provável. Uns metros encontrou-se com um dos colegas e no fim bastou seguir a pequena multidão que se acumulara à entrada.
Ar seco e rarefeito fluía do estranho compartimento. Os murmúrios subiram gradualmente de tom. Como todos pareciam estar com medo de entrar, Humberto furou pelo entre os colegas e estacou à entrada.
Os seus olhos depararam-se com uma biblioteca. Uma sala quadrangular, com o comprimento duma carruagem de locomotiva. Estava repleta de prateleiras de livros. Era, provavelmente, a maior que havia sido encontrada durante as duas últimas duas décadas. Os olhos de Humberto maravilharam-se com a descoberta, ao imaginar o conhecimento fantástico que podia ser obtido.
Assim que recuperaram do espanto inicial, os cientistas e arqueólogos organizaram-se de um modo sistemático. Impulsionados pela descoberta, iniciaram de imediato o registo e triagem dos volumes que, para o cientista de meia-idade, eram o maior tesouro do passado. Com eles podiam reproduzir as invenções do passado tendo em conta a restrições tecnológicas.
Foi numa dessas sessões que ele encontrou algo que não estava à espera. Era um manual universitário. Folheou-o casualmente e começou a ler um parágrafo ao acaso. O coração parou por um momento. Piscou os olhos e releu novamente. Avançou algumas páginas e recuou o dobro. Tudo parecia bater certo. Estremeceu ao tomar consciência do poder que aquele feixe de papel encerrava.
Estacou com o livro na mão. A tecnologia que tinha em mãos era proibida e arriscava a pena a morte. Ponderou se valeria a pena arriscar a vida para o mundo ter a possibilidade de entrar numa nova era dourada. Sabia que o livro seria destruído assim que os outros o encontrassem. Por impulso, decidiu guardar a decisão para mais tarde, enfiando o livro na sua mala.

A segunda parte deste conto está disponível em: http://pedro-cipriano.blogspot.pt/2012/12/o-fruto-proibido-parte-22.html

Este conto foi publicado na Nanozine 7: http://nanoezine.wordpress.com/